Acordo comercial EUA-China tem que ser o certo, diz secretário dos EUA

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 13:14, por: CdB

Trump anunciou a “primeira fase” de um acordo comercial na Casa Branca em 11 de outubro, ao lado do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O acordo comercial entre Estados Unidos e China não precisa ser finalizado no próximo mês, disse o secretário de Comércio dos EUA nesta segunda-feira, mesmo após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que gostaria de assiná-lo quando encontrar seu colega chinês na cúpula da Apec.

– Tem que ser o acordo certo, e não em novembro – disse Wilbur Ross à Fox Business Network em entrevista.

Trump anunciou a “primeira fase” de um acordo comercial na Casa Branca em 11 de outubro, ao lado do vice-primeiro-ministro chinês
Trump anunciou a “primeira fase” de um acordo comercial na Casa Branca em 11 de outubro, ao lado do vice-primeiro-ministro chinês

– É mais importante que seja um acordo adequado do que exatamente quando vais ocorrer – acrescentou o secretário norte-americano.

Trump anunciou a “primeira fase” de um acordo comercial na Casa Branca em 11 de outubro, ao lado do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, após dois dias de negociações em Washington com representantes chineses.

O movimento suspendeu um aumento de tarifas planejado para este mês, mas poucos detalhes finais surgiram sobre o pacto, que Trump disse que pode levar até cinco semanas para ser redigido.

O presidente disse que provavelmente assinará o acordo quando se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que será realizada em meados de novembro em Santiago, no Chile.

Perguntado se ele se importaria de adiar a assinatura na Apec, Ross disse: “O principal pensamento é acertar tudo do que de fato assinarmos. Esse é o elemento importante. É com isso que o presidente está comprometido.”

– Seja neste dia ou naquele dia, pode ser interessante para a mídia, mas não é o jogo real – disse ele à rede Fox Business Network.

Sanções retaliatórias

A China está buscando US$ 2,4 bilhões em sanções retaliatórias contra os Estados Unidos por não cumprimento de determinação da OMC em um caso envolvendo tarifas da época do presidente Barack Obama, mostrou um documento publicado nesta segunda-feira.

Juízes de apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC) disseram em julho que os EUA não cumpriram totalmente a decisão da OMC e podem enfrentar sanções chinesas se não removerem certas tarifas que quebram as regras da organização.

O órgão de resolução de disputas da OMC deu efetivamente a Pequim a luz verde para buscar sanções compensatórias em meados de agosto. Os EUA disseram na época que não consideravam válidas as conclusões da OMC e que os juízes adotaram “a interpretação legal errada nessa disputa”.

A China continua a ser a “transgressora em série” do acordo de subsídios da OMC, disse a delegação norte-americana. Procurada pela agência de notícias britânica Reuters nesta segunda-feira, a missão dos EUA em Genebra não comentou imediatamente.

Os EUA deixaram de atender às recomendações e determinações dentro do período específico e nenhum acordo de compensação foi alcançado, disse a China em seu pedido.

A China foi à OMC em 2012 para contestar tarifas contra subsídios dos EUA sobre exportações chinesas incluindo painéis solares, torres eólicas, cilindros de aço e outros, que a China avaliou em US$ 7,3 bilhões na época.

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