Acordo do Google com Fitbit frustra autoridade antitruste dos EUA

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Publicado quinta-feira, 14 de novembro de 2019 as 13:06, por: CdB

Parlamentares pressionaram as principais autoridades antitruste dos EUA por suas investigações das gigantes de tecnologia Google, Facebook, Amazon e Apple.

Por Redação, com Reuters – de Washington/Bangalore

Parlamentares pressionaram as principais autoridades antitruste dos EUA por suas investigações das gigantes de tecnologia Google, Facebook, Amazon e Apple na quarta-feira, e a presidência de um subcomitê da Câmara expressou frustração com as contínuas aquisições das empresas.

 Parlamentares pressionaram as principais autoridades antitruste dos EUA por suas investigações das gigantes de tecnologia Google
Parlamentares pressionaram as principais autoridades antitruste dos EUA por suas investigações das gigantes de tecnologia Google

Em uma audiência do subcomitê antitruste do Comitê Judiciário da Câmara, Makan Delrahim, chefe da divisão antitruste do Departamento de Justiça, disse que sua equipe de investigação estava focada em entender como funcionam as transações de anúncios direcionados. O Facebook e o Google, em particular, dependem da publicidade para sua receita.

– Ao entender essa dinâmica competitiva, podemos compreender como os líderes de mercado têm poder de monopólio, como eles exercem esse poder e se a fonte desse poder é para a competição baseada no mérito ou se a fonte desse poder é excludente – disse Delrahim.

O Departamento de Justiça e o comitê estão analisando as quatro empresas, enquanto a Federal Trade Commission está investigando o Facebook e a Amazon. Grupos de dezenas de procuradores-gerais do Estado também estão investigando o Google e o Facebook.

Delrahim disse que o departamento estava trabalhando com os Estados em suas investigações. “Continuamos a coordenar com os procuradores-gerais estaduais as duas questões que foram tornadas públicas”, disse Delrahim.

Fitbit

O representante David Cicilline, presidente do subcomitê, observou que o Google continuou com as aquisições, apesar da série de investigações antitruste, apontando em particular para as compras planejadas da Looker e da Fitbit. A aquisição da Looker, uma empresa privada de análise de big data, foi aprovada na semana passada.

– A arrogância da equipe executiva em buscar uma aquisição desse tamanho – disse ele, referindo-se à sua oferta de US$ 2,1 bilhões pela Fitbit, “enquanto estiver sob investigações antitruste federais e estaduais, é surpreendente”.

Grupos de fiscalização como o Public Citizen e o Center for Digital Democracy, entre outros, pediram a FTC na quarta-feira para bloquear o acordo.

“O Google sabe mais sobre nós do que qualquer outra empresa, e não deve ser permitido adicionar mais uma maneira de acompanhar todos os nossos movimentos”, disseram eles em uma carta.

Contas falsas

O Facebook removeu 3,2 bilhões de contas falsas entre abril e setembro deste ano, juntamente com milhões de publicações sobre abuso infantil e suicídio, segundo relatório divulgado na quarta-feira.

O volume é mais que o dobro que o número de 1,55 bilhão de contas falsas removidas durante o mesmo período do ano passado, segundo o relatório.

A maior rede social do mundo também revelou pela primeira vez quantas publicações removeu do Instagram, que tem sido identificado como uma área crescente de preocupação sobre conteúdo mentiroso, segundo pesquisadores.

O relatório afirma que o Facebook proativamente detectou conteúdo afiliado a organizações terroristas em 98,5% das vezes em sua rede social e 92,2% no Instagram.

A companhia também removeu mais de 11,6 milhões de trechos de conteúdo que exibe nudez infantil e exploração sexual de crianças no Facebook e em 754 mil casos no Instagram no terceiro trimestre.

O Facebook também divulgou informações sobre suas ações relacionadas a conteúdo envolvendo suicídio pela primeira vez. A rede social afirmou que removeu cerca de 2,5 milhões de publicações no terceiro trimestre que mostravam ou encorajavam o suicídio ou automutilação.

A companhia também removeu cerca de 4,4 milhões de publicações envolvendo venda de drogas no trimestre.

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