Acusado de receber propina, chefe da Secom volta a atacar a imprensa

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Publicado segunda-feira, 20 de janeiro de 2020 as 18:44, por: CdB

Exposto por manter os veículos de comunicação que recebem da Secretaria entre seus clientes, repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP) descobriram que uma agência de publicidade que recebe volumes consistentes de verbas do Planalto, a Artplan, também é cliente da empresa de Wajngarten.

 

Por Redação – de Brasília

 

Secretário de Comunicação da Presidência da República (Secom) acusado de receber propina dos meios de comunicação, o advogado Fabio Wajngarten voltou a atacar a imprensa, nesta segunda-feira, apenas algumas horas depois de novas revelações sobre o escândalo de corrupção, na Secom.

Em lugar de oferecer explicações sobre seus atos, à frente da Secom, Wejngarten critica os jornalistas
Em lugar de oferecer explicações sobre seus atos, à frente da Secom, Wejngarten critica os jornalistas

Exposto por manter os veículos de comunicação que recebem da Secretaria entre seus clientes, repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP) descobriram que uma agência de publicidade que recebe volumes consistentes de verbas do Planalto, a Artplan, também é cliente da empresa de Wajngarten.

Wajngarten não apenas recusou-se a explicar o indício de irregularidade, mas qualificou as reportagens de “uma abjeta campanha persecutória”.

Bom jornalismo

A Artplan recebeu da secretaria R$ 70 milhões entre 12 de abril e 31 de dezembro de 2019, 36% mais do que o pago no mesmo período do ano anterior (R$ 51,5 milhões), aponta a reportagem dos jornalistas Fábio Fabrini e Júlio Wiziack, na FSP. O chefe da Secom classificou as reportagens do jornal como “inaceitável e incompatível com o que determina a ética e os bons costumes do bom e sério jornalismo”.

O escândalo em torno da Secom começou com a revelação de que Fábio Wajngarten recebe propina de veículos de comunicação, beneficiados com verbas milionárias do governo Bolsonaro, como Band e Record. Todos eles são clientes da FW, empresa do secretário. Idem a Artplan.

As empresas recebem dinheiro do governo Bolsonaro de repassam à empresa de  Wajngarten sob o disfarce de prestação de serviços.

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