Africanos cruzam AL na tentativa de chegar até os Estados Unidos

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Publicado sexta-feira, 5 de julho de 2019 as 13:43, por: CdB

Os imigrantes que almejam entrar pela fronteira sul são na maioria centro-americanos.

Por Redação, com Reuters – de Paris

Marilyne Tatang, de 23 anos, partiu da República de Camarões, no oeste africano, e cruzou nove fronteiras em dois meses para chegar ao México, fugindo da violência política depois que a polícia incendiou sua casa, contou.

Imigrante de Camarões carrega bebê ao tentar ingressar em centro de atendimento a imigrantes em Tapachula, no México

Em breve ela planeja fazer uma viagem de ônibus de quatro dias para o norte e depois cruzar uma décima fronteira, esta dos Estados Unidos. Ela não está sozinha. Africanos estão viajando em números recordes à América do Sul e percorrendo milhares de quilômetros de estradas e uma floresta tropical para chegar aos EUA.

Marilyne, que está grávida de oito meses, pegou uma balsa em um rio mexicano no dia 8 de junho, um dia depois de o México fazer um acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, para fazer mais para controlar os maiores fluxos de imigrantes seguindo em direção à fronteira norte-americana em mais de uma década.

Os imigrantes

Os imigrantes que almejam entrar pela fronteira sul são na maioria centro-americanos, mas uma quantidade crescente saída de um punhado de países africanos está se unindo a eles, o que levou Trump e o México a apelarem para que outras nações da América Latina façam sua parte para frear a onda de imigrantes.

Agora que mais africanos recebem notícias de familiares e amigos que fizeram a viagem de que atravessar a América Latina para ir aos EUA é difícil, mas não impossível, mais estão empreendendo a jornada, e por sua vez estão ajudando outros a seguirem seus passos, dizem especialistas em migração.

As ameaças de Trump de reprimir os imigrantes repercutiram em todo o globo, paradoxalmente estimulando alguns a aproveitarem o que veem como uma janela de oportunidade cada vez menor, explicou Michelle Mittelstadt, diretora de comunicações do Migration Policy Institute, centro de estudos sediado em Washington.

América Central

– Esta mensagem está sendo ouvida não somente na América Central, mas em outras partes do mundo – disse.

Dados do Ministério do Interior do México indicam que a imigração da África quebrará recordes neste ano. O número de africanos registrados pelas autoridades mexicanas triplicou nos quatro primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, a maioria vinda de Camarões e da República Democrática do Congo.

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