Alibaba oferece US$ 2,86 bilhões em empréstimos a empresas atingidas por coronavírus

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Publicado segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020 as 11:30, por: CdB

O Alibaba Group Holdings disse nesta segunda-feira que a unidade MYBank da sua afiliada Ant Financial oferecerá 20 bilhões de iuanes (US$ 2,86 bilhões) em empréstimos a empresas na China.

Por Redação, com Reuters – de Xangai/Estocolmo 

O Alibaba Group Holdings disse nesta segunda-feira que a unidade MYBank da sua afiliada Ant Financial oferecerá 20 bilhões de iuanes (US$ 2,86 bilhões) em empréstimos a empresas na China em razão do surto de coronavírus, com termos preferenciais para empresas de Hubei.

Empréstimos serão feitos pela unidade MYBank da Ant Financial, afiliada do Alibaba
Empréstimos serão feitos pela unidade MYBank da Ant Financial, afiliada do Alibaba

O Alibaba fez o anúncio em um comunicado publicado em sua conta oficial do Weibo.

O grupo disse que 10 bilhões de iuanes serão disponibilizados para empresas em Hubei, província central da China que é o epicentro do surto. Serão oferecidos empréstimos de um ano com taxa de juros zero nos três primeiros meses e um desconto de 20% nas taxas nos nove meses restantes.

China

Empresas de toda a China também podem ter acesso a outros 10 bilhões de iuanes de empréstimos de um ano, nos quais as taxas de juros serão reduzidas em 20%, acrescentou.

Outras medidas anunciadas incluem isenção de taxas de plataforma para comerciantes em seu marketplace Tmall no primeiro semestre de 2020 e a criação de dois fundos de 1 bilhão de iuanes para apoiar restaurantes, empresas de logística e cadeia de suprimentos.

Os trabalhadores estavam retornando a escritórios e fábricas na China nesta segunda-feira, quando o governo diminuiu algumas restrições ao trabalho durante uma epidemia de coronavírus que matou mais de 900 pessoas, a maioria delas no continente.

Os órgãos reguladores chineses instaram os bancos a baixar as taxas de juros e conceder empréstimos a empresas-alvo afetadas pelo surto.

Apple irá adiar reabertura de lojas

A Apple está estendendo o fechamento de lojas na China devido ao surto de coronavírus, enquanto trabalha para abrir seus escritórios corporativos e centros de contato, informou a fabricante do iPhone na última sexta-feira.

A empresa disse no início do mês que fecharia todas as suas lojas oficiais e escritórios corporativos na China continental até 9 de fevereiro devido ao surto.

Coronavírus

“Estamos trabalhando para reabrir nossos escritórios corporativos e centros de contato na semana de 10 de fevereiro e estamos nos preparando para reabrir nossa loja de varejo”, afirmou a empresa em comunicado.

A Apple continua fortemente dependente da China tanto para vendas de smartphones quanto para sua cadeia de suprimentos e fabricação.

Ericsson

A fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações Ericsson anunciou na última sexta-feira desistência de participar da conferência internacional de tecnologia de Barcelona por causa de receios sobre o surto de coronavírus, tornando-se a segunda grande empresa expositora a abandonar o evento.

O Mobile World Congress, que normalmente atrai mais de 100 mil visitantes, tem estado no centro das atenções desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de coronavírus como uma emergência de saúde pública internacional.

Antes da Ericsson, a sul-coreana LG Electronics já tinha anunciado que não participaria do evento marcado para entre 24 e 27 de fevereiro.

– Não podemos garantir a segurança de nossos funcionários e todas as pessoas que iriam visitar nosso stand – disse a vice-presidente de marketing e comunicações da Ericsson, Stella Medlicott, à agência inglesa de notícias Reuters.

A organização GSMA, responsável pelo evento, afirmou que lamenta a decisão da Ericsson e que vai prosseguir com os preparativos para a conferência como planejado.

A GSMA anunciou nesta semana medidas para ajudar a conter uma eventual disseminação do vírus na conferência, incluindo a troca de microfones entre os palestrantes e instruções para todos os participantes adotarem como política cumprimentos sem apertos de mão.

As chinesas Huawei Technologies e ZTE Corp confirmaram participação na conferência.

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