Ambulante Legal distribui mais 204 crachás de identificação

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Publicado segunda-feira, 26 de agosto de 2019 as 13:43, por: CdB

O programa já alcançou 31 bairros e distribuiu 2.777 documentos de identificação com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta segunda-feira, mais 204 crachás do Programa Ambulante Legal. O evento foi no Palácio da Cidade, em Botafogo. O programa já alcançou 31 bairros e distribuiu 2.777 documentos de identificação com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida que dá garantia ao trabalhador de estar legalizado e permite aos consumidores ajudar na fiscalização. Por meio da tecnologia, é possível verificar na hora nome e número de inscrição do ambulante; mercadorias que está autorizado a vender; e o ponto na cidade em que pode atuar.

Ambulante Legal já distribuiu 2,7 mil crachás com QR code para identificação dos trabalhadores nas ruas

– Nós olhamos para os ambulantes com carinho e amor. Nosso desejo é que vocês possam usufruir de todos os serviços e benefícios que a Prefeitura oferece. Estamos trabalhando agora para organizar a logística do trabalho de vocês – explicou Crivella, que distribuiu pessoalmente cada um dos documentos.

O prefeito acrescentou em seguida:

– Esse documento representa muito, porque agora vocês têm o aval da Prefeitura. Por trás desses crachás vocês têm a Secretaria de Fazenda, a Procuradoria Geral do Município e o próprio gabinete do prefeito. Esse crachá é muito importante, respeite esse documento – orientou.

Os crachás chegaram desta vez a titulares de licenças para comércio ambulante que atuam em 22 bairros: Anchieta, Benfica, Caju, Cascadura, Centro, Coelho Neto, Guadalupe, Irajá, Madureira, Mangueira, Marechal Hermes, Oswaldo Cruz, Paquetá, Parque Anchieta, Pavuna, Rocha Miranda, Santo Cristo, São Cristovão, Turiaçu, Vicente de Carvalho, Vila da Penha e Vista Alegre.

José Antônio Menezes, 65 anos, trabalha há mais de 30 anos como ambulante. Nascido e criado na Pavuna, ele vende discos antigos e lembra que há anos lutava pela legalização.

– Esse documento é essencial para mim, porque agora me sinto uma pessoa íntegra, legalizada, sem ter que me preocupar com correria, quando vier a fiscalização – contou.

Valdicea Carvalho, 52 anos, também se disse “feliz da vida”. Ela trabalha na Mangueira há 16 anos.

– Esse momento é muito importante para minha vida. Agora eu e minha sobrinha (Roberta de Carvalho, de 28 anos) estamos legalizadas. Esperamos muito por isso. Eu estou desempregada. O crachá me dá chance de ter uma nova atividade, lícita, uma nova fonte de renda para sustentar minha família – afirmou Valdicea, que trabalhava antes como auxiliar de limpeza.

Além das regiões contempladas no evento desta segunda, foram alcançados pela política de ordenamento urbano implantada pela atual administração os bairros de Copacabana, Leme, Méier, Feira do Calçadão de Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Vila Kosmos, Ricardo de Albuquerque e Saúde.

O programa

O Ambulante Legal foi lançado por Crivella em agosto de 2018. O programa organiza e facilita a identificação dos ambulantes autorizados a trabalhar na cidade e propõe, inclusive, a implantação de políticas públicas de qualificação profissional para os trabalhadores. Há um cuidado para que a disposição dos ambulantes pelas ruas não cause prejuízo ou conflito com o comércio formal já estabelecido nesses locais.

– Esse programa é um sucesso. Quando assumimos a Fazenda, nós estudamos as reclamações dos ambulantes. E aí pensamos em como tornar esses comerciantes empreendedores de sucesso. A ideia é fazer com que vocês, que estão tentando ganhar o pão nosso de cada dia, trabalhem de forma digna e séria na nossa cidade. E aí nós também oferecemos cursos de capacitação e treinamento, créditos e muitos outros serviços. E a Prefeitura vai acompanhar todo esse processo – destacou o secretário municipal de Fazenda, Cesar Barbiero.

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