Após frustração com leilões, dólar registra pouca variação ante real

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Publicado quinta-feira, 7 de novembro de 2019 as 12:58, por: CdB

Às 10:41, o dólar avançava 0,13%, a R$ 4,0871 na venda, depois de ter chegado a subir mais de 0,9% no início do pregão.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar tinha pouca variação contra o real em uma sessão volátil nesta quinta-feira, depois de registrar a maior alta diária em mais de sete meses na sessão anterior, com a frustração dos investidores em relação à participação de empresas estrangeiras nos leilões do pré-sal compensando o otimismo comercial no exterior.

A bolsa paulista começava a quinta-feira com o Ibovespa no azul, favorecido pelo viés positivo em praças acionárias no exterior
A bolsa paulista começava a quinta-feira com o Ibovespa no azul, favorecido pelo viés positivo em praças acionárias no exterior

Às 10:41, o dólar avançava 0,13%, a R$ 4,0871 na venda, depois de ter chegado a subir mais de 0,9% no início do pregão.

O dólar à vista fechou em firme alta de 2,22% na véspera, a R$ 4,0818 na venda, maior variação percentual diária desde 27 de março, após um resultado decepcionante do leilão de excedentes da cessão onerosa. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,21%, a R$ 4,092.

No cenário doméstico, prevalecia a frustração em relação aos leilões do pré-sal, que ficaram aquém das expectativas dos investidores em relação à participação de empresas estrangeiras.

O governo brasileiro negociou na quarta-feira duas áreas do excedente da cessão onerosa por cerca de R$ 70 bilhões. A licitação, que poderia gerar cerca de R$ 106,6 bilhões em bônus se as quatro áreas do pré-sal tivessem sido vendidas, ficou concentrada em lances da Petrobras e de duas empresas chinesas.

Nesta quinta, um consórcio da Petrobras com a chinesa CNODC arrematou o bloco Aram, na Bacia de Santos, durante a 6ª Rodada de licitação de áreas do pré-sal sob regime de partilha. Não houve propostas para os outros blocos ofertados.

– Há a frustração de só uma empresa disputar o leilão – disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

– O maior problema talvez tenha sido os termos dessa concessão, que talvez não tenha agradado às petroleiras estrangeiras, o que é ruim para o mercado – completou.

Ainda assim, o dia era marcado pelo otimismo em relação a um acordo comercial entre Estados Unidos e China – que se enfrentam em uma guerra comercial prejudicial para a economia global há mais de 16 meses – que chegou a favorecer a moeda brasileira no início do dia antes de o dólar devolver suas perdas.

– Se o exterior melhora, aqui a gente melhora, mas não expressivamente – acrescentou Galhardo.

Nesta quinta-feira, o Ministério do Comércio da China afirmou que os dois lados do embate concordaram em cancelar em fases as tarifas adotadas sobre os produtos um do outro, mas não especificou um cronograma.

A expectativa é de que um acordo comercial provisório entre EUA e China inclua uma promessa dos EUA de retirar as tarifas marcadas para entrar em vigor em 15 de dezembro sobre cerca de 156 bilhões de dólares em importações chinesas, incluindo celulares, laptops e brinquedos.

Favorecidas pelo otimismo comercial, as moedas emergentes pares do real, como a lira turca e o rand sul-africano, registravam altas contra a divisa norte-americana.

O índice do dólar contra uma cesta de moedas rondava a estabilidade, a 97,952. O Banco Central vendeu nesta sessão 6 mil contratos de swap cambial reverso, de oferta de 12 mil, e US$ 300 milhões em moeda à vista, de oferta de US$ 600 milhões.

Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Ibovespa

A bolsa paulista começava a quinta-feira com o Ibovespa no azul, favorecido pelo viés positivo em praças acionárias no exterior, com agentes financeiros analisando uma bateria de resultados de empresas brasileira, entre eles o do Banco do Brasil.

Às 10:04, o Ibovespa subia 0,24%, a 108.622,43 pontos.

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