Arquiteta é condenada a 67 anos pela morte dos pais

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Publicado quinta-feira, 3 de outubro de 2019 as 12:57, por: CdB

Ela é acusada de triplo homicídio triplamente qualificado dos pais e da empregada da família, mortos em 2009.

Por Redação, com agências de notícias – de Brasília

O julgamento da arquiteta Adriana Villela, chegou ao fim na quarta-feira, após 10 dias e mais de 100 horas de discussões no Tribunal do Júri de Brasília. Ela é acusada de triplo homicídio triplamente qualificado dos pais e da empregada da família, mortos em 2009. A pena total foi fixada em 67 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Adriana Villela é condenada a 67 anos pela morte dos pais
Adriana Villela é condenada a 67 anos pela morte dos pais

A decisão dos sete jurados sorteados para o caso, quatro mulheres e três homens, foi anunciada pelo juiz Paulo Giordano por volta das 18h. O caso, que ficou conhecido como crime da 113 Sul, é um dos mais rumorosos da capital federal.

A arquiteta foi condenada a 32 anos de reclusão pelo homicídio do pai, José Guilherme Villela, a mais 32 anos pelo da mãe, Maria Villela, e a 23 anos pelo assassinato da empregada da família, Francisca Nascimento Silva.

Além disso, houve condenação de 3 anos e 6 meses pelo furto de joias e dinheiro. As penas, contudo, não são somadas, e o juiz fixa o tempo total. Por isso, chegou-se aos 67 anos e 6 meses.

Os outros três envolvidos já condenados pelo Tribunal do Júri tiveram as seguintes penas: 62 anos para Paulo Cardoso Santana; 60 anos para Leonardo Campos Alves; e 55 anos para Francisco Mairlon.

De acordo com a acusação, Adriana, de 55 anos, contratou por R$ 60 mil o ex-porteiro do prédio onde os pais moravam, Leonardo Campos Alves, para assassiná-los. Ele teria contado com ajuda de dois comparsas: o sobrinho Paulo Cardoso e o ex-entregador de gás Francisco Mairlon.

O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a advogada Maria Villela, pais da arquiteta, e a empregada do casal, Francisca Nascimento Silva, morreram esfaqueados em 28 de agosto de 2009, no apartamento do casal, na 113 Sul. Foram 73 perfurações provocadas por armas brancas, no total.

O crime

O triplo homicídio do qual Adriana foi acusada tem três qualificadoras. Uma delas era motivo torpe, porque, de acordo com o Ministério Público, a filha queria se vingar dos pais pelos frequentes desentendimentos financeiros. E o homicídio de Francisca ocorreu para garantir a impunidade pelos crimes.

Outra qualificadora era o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois as três foram surpreendidas em casa, quando não tinham razões para acreditar que seriam atacadas. A terceira qualificadora foi meio cruel, pois os três vitimados receberam a maioria das facadas quando já estavam caídos.

Após a sentença ser declarada, o advogado Kakay criticou a decisão. “Essa condenação é um erro judiciário inacreditável. O Tribunal do Júri tem essa característica”, afirmou.

Já o assistente de acusação Pedro Calmon disse que o caso se trata de “um dos crimes mais bárbaros que já vi na historia”.

– Ela matou o pai, a mãe e a empregada para tomar conta de uma fortuna. Não digo que se fez justiça. Ainda achei muito pouco. Só o esfaqueamento de Francisca, morta para queimar arquivo, foi muito doloroso. Não podemos nem imaginar a selvageria desse crime. Eu represento a família de Maria Francisca, e agora vamos pedir a indenização para os parentes, que ficaram sem nada após a morte dela – disse Calmon.

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