Assange é removido de solitária para ala médica de prisão inglesa

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Publicado segunda-feira, 27 de janeiro de 2020 as 12:38, por: CdB

O prisioneiro político australiano foi mantido quase incomunicável e com severas restrições a acesso de visitantes desde abril de 2019, enquanto aguarda o seu processo de extradição para os EUA.

Por Redação, com Pátria Latina e agências de notícias – de Londres

O fundador da WikiLeaks Julian Assange,  foi finalmente retirado da cela de segredo da prisão de Belmarsh após uma série de petições da sua equipe legal e de outros prisioneiros.

Julian Assange
Julian Assange

O prisioneiro político australiano foi mantido quase incomunicável e com severas restrições a acesso de visitantes desde abril de 2019, enquanto aguarda o seu processo de extradição para os EUA que deve começar em 24 de Fevereiro.

Joseph Farrell, embaixador da WikiLeaks, diz que na última sexta-feira o prisioneiro de 48 anos foi removido da solitária na ala médica do presídio para outra ala com 40 condenados.

Esta conquista, afirma ele, verificou-se depois de a sua equipe legal e de três petições separadas de condenados ao governador da prisão considerarem que o seu tratamento era injusto e irrazoável.

Após várias reuniões entre autoridades do presídio e a equipe legal de Assange e de condenados, ele foi transferido.

– A transferência é uma enorme vitória para a equipe legal de Assange e para os que fizeram campanha insistindo durante semanas para que as autoridades prisionais acabassem o tratamento punitivo de Assange – disse Farrell.

Assange deve enfrentar julgamento no próximo mês para determinar se ele deveria ser extraditado para os EUA, onde foi acusado com 17 alegações de espionagem e uma de conspiração para cometer intrusão informática.

As acusações relacionam-se a alegações de que Assange tentou ajudar a antiga analista de inteligência do US Army Chelsea Manning a proteger a sua identidade digital quando esta acessou ficheiros classificados do Pentágono sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão.

As acusações

A WikiLeaks ajudou a publicar milhares daqueles ficheiros, incluindo alguns que revelavam crimes de guerra dos Estados Unidos em ambos os países. O seu caso é encarado como um teste ácido quanto à proteção de fontes de jornalistas.

Farrell disse que a saída de Asssange da solitária após nove meses de permanência é uma pequena vitória, mas que ainda lhe está a ser negado acesso adequado aos seus advogados.

Numa recente audiência para a gestão do processo o solicitador Gareth Pierce disse que à equipe de defesa só foram permitidas três horas de conversação com Assange para discutir o caso.

– Ainda lhe está a ser negado acesso adequado aos seus advogados, como até o juiz reconheceu numa audiência no Tribunal de Magistrados de Westminster – disse Farrell.

– E os promotores da campanha continuam a insistir em que Assange não deveria estar na prisão de modo algum, pelo menos no presídio de alta segurança de Belmarsh.

Escrever a Assange é uma forma de apoiá-lo. Nas cartas e cartões-postais deve-se incluir sempre o seu número de prisioneiro (do contrário não serão entregues).

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