Ativistas criam rede para denunciar violência no Rio

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Publicado quinta-feira, 4 de julho de 2019 as 14:20, por: CdB

Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos é formada por 120 pessoas em defesa das políticas públicas que priorizem os direitos civis.

Por Redação, com RBA – do Rio de Janeiro

Pesquisadores de instituições universitárias e de organizações sociais, jurídicas e populares do Rio de Janeiro lançaram na segunda-feira a Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos. Formada por mais de 120 observadores e ativistas, a rede propõe a troca de conhecimentos sobre a temática com objetivo de monitorar e denunciar a violência estatal em defesa de políticas públicas que priorizem a garantia dos direitos civis.

Na contramão de discursos autoritários de Bolsonaro e Witzel, Rede Fluminense também se posiciona contra pacote anticrime de Moro, que vai contra décadas de estudos na área de segurança pública

No evento de lançamento do coletivo, o professor e pesquisador do Núcleo de Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Michel Misse ressaltou, ao analisar as propostas sobre o tema apresentadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e pelo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC),  o abismo entre as universidades e os gestores públicos, que tentam desacreditar décadas de pesquisas sobre segurança pública desenvolvidas no país. “O atual governo federal e estadual (do Rio) não só estão desconhecendo tudo isso, como estão produzindo um discurso em relação à área de segurança pública que é exatamente o contrário de tudo o que se conhece no mundo, um discurso de incentivo à violência”, afirmou Misse à repórter Viviane Nascimento, do Seu Jornal, da TVT.

Baixada Fluminense

A rede inclui na pauta de pesquisas as regiões do Estado marcadas pela violência invisibilizada, como na Baixada Fluminense, que atualmente vive uma nova onda de chacinas, como a ocorrida no sábado, em que o número total de vítimas pode ter chegado a 20 pessoas.

A rede também tem o objetivo de aumentar a proteção desses pesquisadores e ativistas locais, que têm sofrido constantes ameaças, assédio e perseguições, inflamadas pelos discursos autoritários e intolerantes..

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