Ativistas de ultradireita são reincidentes em ataques à Corte Suprema

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Publicado quarta-feira, 29 de julho de 2020 as 15:04, por: CdB

No inquérito, o ministro Alexandre de Moraes argumenta que o “bloqueio de contas em redes sociais (…) é necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional”.

Por Redação – de Brasília

Apenas algumas horas depois de ter o perfil suspenso no Twitter, na sexta-feira, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do chamado “inquérito das fake news”, em curso, a militante de ultradireita Sara Winter escreveu na mesma rede social, em um novo perfil.

Sara Winters, alterego da prostituta e espiã nazista das décadas de 30 e 40 na Inglaterra, lidera grupo neonazista em Brasília
Sara Winters, alterego da prostituta e espiã nazista das décadas de 30 e 40 na Inglaterra, lidera grupo neonazista em Brasília

“Xandin, vai tomar no **, ditador de m**.”

Com ela, outros 16 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro tiveram seus perfis pessoais bloqueados no Facebook, Twitter e Instagram por ordem do STF, que investiga uma suposta rede organizada de ataques à Corte e seus ministros por meio de notícias falsas, calúnias e ameaças.

No inquérito, o ministro Alexandre de Moraes argumenta que o “bloqueio de contas em redes sociais (…) é necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

Bloqueio

Obrigada a usar uma tornozeleira eletrônica, Winter desfechou os novos ataques ao STF a partir de sua casa. A extremista, no entanto, não foi a única a driblar a decisão do magistrado. Apenas quatro dias após o bloqueio, investigados como o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Bernardo Kuster se mantêm presentes nas redes sociais, com ofensas diretas aos ministros da Corte, entre eles Alexandre de Moraes, a quem chamam de “juizeco”.

Parte dos investigados também criou novos perfis no Facebook e no Instagram horas após a suspensão. Para advogados especializados em direito digital consultados pela rede britânica de comunicação BBC News Brasil, os fatos pderam “servir como agravante aos supostos crimes investigados e, em caso de condenação, aumentar as penas dos suspeitos”.

“Eles também avaliam o inquérito como ‘controverso’, ‘excepcional’ e ‘sui generis’ – e ressaltam que falhas técnicas na decisão de Alexandre de Moraes abrem brechas para que os investigados continuem usando suas redes apesar do bloqueio”, conclui a BBC.

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