Atletas deveriam ter permissão para protestar durante os Jogos, diz Coe

Arquivado em: Destaque do Dia, Esportes, Esportes Olímpicos, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 8 de outubro de 2020 as 13:44, por: CdB

O presidente da World Athletics, a federação mundial de atletismo, Sebastian Coe, disse nesta quinta-feira que acredita que os atletas deveriam ter o direito de fazer gestos de protesto político durante os Jogos Olímpicos, contrariando a política oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

O presidente da World Athletics, a federação mundial de atletismo, Sebastian Coe, disse nesta quinta-feira que acredita que os atletas deveriam ter o direito de fazer gestos de protesto político durante os Jogos Olímpicos, contrariando a política oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Presidente da World Athletics, Sebastian Coe, em Tóquio
Presidente da World Athletics, Sebastian Coe, em Tóquio

Coe, um defensor do direito dos atletas de protestar, fez seu comentário durante uma visita ao Estádio Nacional de Tóquio, recém-construído para os Jogos Olímpicos de 2020, agora programados para o ano que vem.

Em meio ao movimento Black Lives Matter aumentaram os pedidos neste ano para uma mudança na Regra 50 da Carta Olímpica, que proíbe qualquer forma de protesto político durante os Jogos.

– Tenho sido muito claro; se um atleta deseja se ajoelhar no pódio, eu apoio isso – disse Coe. “Os atletas fazem parte do mundo e querem refletir o mundo em que vivem. Para mim, isso é perfeitamente aceitável.”

No início deste ano, o COI afirmou que estava abrindo um diálogo com os atletas sobre o assunto.

Quinta-feira marcou a primeira visita de Coe ao estádio, palco das cerimônias de abertura e encerramento, bem como eventos de atletismo, desde que foi concluído em dezembro passado.

Em março, o COI e o governo japonês decidiram adiar os Jogos para o ano que vem devido à pandemia de coronavírus.

Yoshihide Suga

O lobby agressivo do premiê japonês, Yoshihide Suga, aumentou as expectativas dentro do governo de que os Jogos Olímpicos acontecerão no ano que vem, disseram várias fontes com conhecimento do assunto, marcando uma reviravolta em relação há alguns meses.

Suga tem mais flexibilidade nas conversas com o Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou uma das fontes, porque não está amarrado às promessas de seu antecessor, Shinzo Abe, que disse ao público que os Jogos seriam realizados em “plena forma”.

Há alguns meses, parlamentares e burocratas em Tóquio estavam ficando mais céticos quanto à viabilidade dos Jogos em meio à pandemia, apesar da posição oficial do governo de que seguiriam em frente.

Mas o sentimento começou a mudar depois que Suga substituiu Abe no mês passado, de acordo com parlamentares do partido governista e autoridades do governo próximas ao novo primeiro-ministro.

– O tom do governo é bastante diferente agora de quando Abe era primeiro-ministro – disse um funcionário de alto escalão do Ministério das Finanças que fala frequentemente com Suga. “Há uma sensação cada vez maior de que realizar os Jogos é possível.”

– É mais fácil propor formas alternativas de sediar os Jogos sob Suga – afirmou o funcionário. “Há uma sensação mais forte de que embora possa não ser do estilo usual, definitivamente haverá Olimpíada no próximo ano.”

Os organizadores

O governo e os organizadores locais não decidiram se permitirão a entrada de torcedores, disseram duas fontes. Isso provavelmente será determinado até o final do ano, segundo elas.

As fontes não foram identificadas porque as informações não são públicas.

O governo japonês e o COI adiaram os Jogos de 2020 para o ano que vem por causa da pandemia de covid-19.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *