Aumenta o descompasso nas contas públicas e rombo primário volta subir

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Publicado quinta-feira, 13 de junho de 2019 as 20:33, por: CdB

No mês passado, o governo federal indicou que haveria necessidade de bloquear R$ 2,2 bilhões em despesas para seguir cumprindo a meta fiscal deste ano, mas descartou qualquer contingenciamento.

 

Por Redação – de Brasília

 

Economistas esperam um rombo primário maior tanto para este ano quanto o próximo, conforme relatório Prisma Fiscal de junho, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia. Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) passou a R$ 105,948 bilhões em 2019, de R$ 104,334 bilhões projetados em maio.

O déficit primário dos governos central, dos estados e municípios, teve alta expressiva nos últimos meses
O déficit primário dos governos central, dos estados e municípios, teve alta expressiva nos últimos meses

A estimativa, entretanto, continua distante da meta oficial de um déficit de R$ 139 bilhões para este ano. No mês passado, o governo federal indicou que haveria necessidade de bloquear R$ 2,2 bilhões em despesas para seguir cumprindo a meta fiscal deste ano, mas descartou a realização de contingenciamento adicional ao Poder Executivo ao decidir absorver esse impacto com o uso de reserva orçamentária.

PIB

Para 2020, a expectativa dos economistas consultados pelo Prisma é de um primário negativo em R$ 75,838 bilhões, acima do déficit de R$ 73,851 bilhões visto no mês anterior, e também dentro da meta estipulada para o exercício.

O alvo fiscal para 2020, segundo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de um rombo primário de R$ 124,1 bilhões — sétimo dado consecutivo no vermelho, numa mostra do forte desequilíbrio entre receitas e despesas no país.

Já a dívida vem continuamente crescendo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é que feche 2019 em 78,5% do PIB, de 78,2% visto em maio, apontou o Prisma. Já para 2020 a conta foi piorada a 80,0% do PIB, sobre 79,45% em maio.

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