Autor dos disparos na Flórida sofria de depressão e autismo

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Publicado terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 as 14:47, por: CdB

A informação foi divulgada pelo Departamento de Crianças e Famílias daquele estado do sul dos Estados Unidos. Segundo relatório do órgão

Por Redação, com ABr e EFE – de Washington:

Nikolas Cruz, o autor dos disparos na escola de ensino médio Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida,  sofria de depressão e já havia sido diagnosticado com autismo e déficit de atenção. A informação foi divulgada pelo Departamento de Crianças e Famílias daquele estado do sul dos Estados Unidos. Segundo relatório do órgão, o rapaz de 19 anos, recebia tratamento psiquiátrico e usava remédios controlados desde 2016.

Apesar de ter divulgado um vídeo de ódio na internet ameaçando um massacre, o atirador Nikolas Cruz não foi investigado pela polícia

Na última quarta-feira, o garoto entrou na escola de onde havia sido expulso; por mau comportamento e matou 17 pessoas com um rifle AR-15 e vários carregadores automáticos; deixando ainda 14 feridos, alguns seriamente. Ele havia sido expulso da escola no ano passado e não tinha permissão para entrar no prédio com mochilas.

Além da revelação sobre o tratamento psiquiátrico de Cruz, grandes emissoras americanas, como a NBC e CBS; apuraram que o Serviço de Proteção a Adultos na Flórida foi notificado em 2016 de que Nikolas Cruz vinha sendo vítima de abusos de sua mãe; morta em novembro do ano passado. Mas segundo as redes de TV, a denúncia foi considerada falsa; porque as investigações concluíram que ele não sofria maus tratos.

“Demônios”

A ficha sobre o rapaz o descrevia como uma pessoa vulnerável. Quando começou o tratamento psiquiátrico, Nikolas Cruz não possuía nenhuma arma. Ao comparecer à Corte; o jovem e seus advogados afirmaram que Cruz disse estar arrependido e que “algo ruim” se apoderou dele quando  atirou contra os colegas.  Ele disse à polícia ter ouvido vozes dentro de sua cabeça; que ele descreveu como “demônios”.

Após o massacre, foi registrada uma onda de protestos na Flórida e em vários estados norte-americanos pedindo mudanças nas leis; para promover maior rigor no controle de armas no país. O presidente Donald Trump contudo não defendeu a ideia do controle; mas aceitou discutir com professores e alunos sobre a segurança nas escolas do país. Só este ano, pelo menos 19 incidentes com armas de fogo foram registrados dentro de escolas de ensino médio nos Estados Unidos.

Armas

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira revelou que 62% dos norte-americanos consideram que nem o presidente Donald Trump nem o Congresso fazem o suficiente para prevenir tiroteios massivos no país; embora a maioria culpe a saúde mental antes do acesso às armas de fogo.

A pesquisa, elaborada para o jornal The Washington Post e a emissora “ABC”, indica; que a maioria dos entrevistados considera que Trump não está tomando as medidas apropriadas após o tiroteio em uma escola na Flórida que deixou 17 mortos e 15 feridos.

A rejeição é ainda maior ao trabalho do Congresso; culpado para 77% dos americanos, de acordo com a pesquisa.

No entanto, a maioria dos indagados (58%) ressaltou que a principal causa desses tiroteios massivos é a incapacidade para identificar e tratar doenças mentais.

Por outro lado, apenas 28% apontaram como responsável as frágeis leis de controle ao acesso de armas.

A pesquisa, realizada com 808 adultos de 15 a 18 de fevereiro; tem uma margem de erro de 4%.

Ontem, Trump deu um pequeno passo para um possível reforço do controle de armas ao indicar que apoia um projeto de lei sobre o assunto; que tentaria aumentar a eficácia da base de dados nacionais sobre antecedentes criminais e assim impedir; que pessoas incluídas nessa lista possam comprar armas.

Em seu discurso à nação após o massacre, o presidente norte-americano prometeu “encarar o difícil problema da saúde mental”; e evitou fazer menção ao controle de armas.

A pesquisa acontece depois do tiroteio da semana passada em Parkland (Flórida;, que reabriu o debate sobre o controle de armas nos Estados Unidos.

 

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