Bloomberg desiste da campanha presidencial após fracasso na Super Terça

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Publicado quarta-feira, 4 de março de 2020 as 11:34, por: CdB

O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg desistiu, nesta quarta-feira, de sua pré-campanha presidencial depois do desempenho decepcionante na Super Terça dos democratas.

Por Redação, com DW – de Miami

O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg desistiu de sua pré-campanha presidencial depois do desempenho decepcionante na Super Terça dos democratas. Ele anunciou apoio a Joe Biden, ex-vice-presidente do país, contra o senador Bernie Sanders. Além dos dois, ainda há a senadora Elizabeth Warren, que está em terceiro na corrida.

Pré-candidato presidencial democrata Michael Bloomberg
O bilionário Michael Bloomberg saiu frustrado da Super Terça e jogou a toalha

Os resultados das 14 disputas da Super Terça pela indicação partidária mostraram que o empresário bilionário ganhou pouco terreno entre os eleitores. Bloomberg adotou uma estratégia nova para sua corrida pela Casa Branca, optando por não participar das quatro primeiras disputas e torcendo para que uma avalanche de anúncios de US$ 500 milhões desencadeasse uma série de vitórias que lhe dariam ímpeto na Super Terça.

Os resultados

De acordo com os resultados parciais, é improvável que Bloomberg vença em algum Estado, mas é provável que receba alguns dos 1.357 delegados disponíveis. Ele venceu na Samoa Americana, um território dos EUA que concede seis delegados, e também levou alguns do Colorado. Resultados iniciais mostraram que ele tinha bom desempenho na Califórnia, que é rica em delegados.

– À medida que os resultados chegam, eis o que está claro: independentemente de quantos delegados conquistemos esta noite, fizemos algo que ninguém achava possível – disse Bloomberg a apoiadores em West Palm Beach, na Flórida, na noite da terça-feira.

– Em somente três meses, fomos de 1% nas pesquisas para um lugar na disputa da indicação democrata para presidente – acrescentou.

Eleitores

Entrando no páreo em novembro, mais de seis meses depois de seus principais concorrentes, Bloomberg gastou quase três quartos de bilhão de dólares em sua campanha, grande parte deles em anúncios nos quais argumentou que é capaz de derrotar o presidente republicano Donald Trump na eleição de novembro.

Ainda na noite de terça-feira, sem conhecer os resultados parciais, Bloomberg disse que havia se saído bem entre os “eleitores sem preferência” e que “provou que conseguimos conquistar os eleitores que decidirão a eleição geral”, mas não ficou claro a quais eleitores ele se referia.

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