Bolsonaro busca um pretexto para evitar novo desgaste durante o Fórum de Davos

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Publicado terça-feira, 7 de janeiro de 2020 as 16:49, por: CdB

Pela programação em planejamento, caso ainda decida ir, o presidente viaja para Davos no dia 20 de janeiro e participa do fórum dois dias depois, segundo o porta-voz. Parte para Índia no dia 24, onde é o convidado de honra para as Celebrações do Dia da República daquele país.

 

Por Redação, com Reuters – de Brasília

 

O presidente Jair Bolsonaro disse que ainda vai decidir, nos próximos dias, se viaja este mês ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça, por onde teve uma passagem vexatória, no ano passado. A possível nova aventura permanece sob sob análise do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e do Ministério das Relações Exteriores, informou o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, nesta terça-feira.

Ignorado pela maioria dos participantes do Fórum de Davos, após um discurso genérico Bolsonaro foi almoçar em um restaurante barato
Ignorado pela maioria dos participantes do Fórum de Davos, após um discurso genérico Bolsonaro foi almoçar em um restaurante barato

— Davos, está sub judice — disse Barros, após revelar que em reunião nesta manhã foram discutidas as viagens do presidente para o Fórum Econômico e também para a Índia, outra prevista para o chefe do Executivo fazer em janeiro.

Pela programação em planejamento, caso ainda decida ir, o presidente viaja para Davos no dia 20 de janeiro e participa do fórum dois dias depois, segundo o porta-voz. Parte para Índia no dia 24, onde é o convidado de honra para as Celebrações do Dia da República daquele país. O retorno para o Brasil, conforme Barros, está previsto para o dia 28.

Saúde

O general não descartou a possibilidade de o presidente ir apenas para o país asiático.

— Dentre essas possibilidades, é possível que o presidente vá apenas para a Índia — afirmou.

Mais cedo, após contato feito pela reportagem da agência inglesa de notícias Reuters, Barros havia garantido que o presidente iria aos dois países.

Defesa

O porta-voz acrescentou, no entanto, que a decisão sobre a ida às viagens internacionais em janeiro tem levado em conta uma série de aspectos, não apenas o da saúde de Bolsonaro. Ele havia sido questionado sobre a hérnia no abdômen do presidente, comentado publicamente por Bolsonaro, mas descartou uma nova intervenção cirúrgica.

— A  possibilidade de o presidente se submeter a uma nova cirurgia é zero — disse Barros, para quem Bolsonaro está sendo muito bem acompanhado pela equipe médica.

O porta-voz disse, ainda, que a viagem do presidente aos Estados Unidos em março incluirá idas a Miami e Dallas para encontros com empresários do setor da defesa.

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