Bolsonaro se irrita com manifestação fracassada e sucesso da oposição

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Publicado domingo, 21 de junho de 2020 as 14:39, por: CdB

A manifestação da ultradireita foi convocada por organizações como o “Movimento Deus, Pátria, Família”, de que se pouco ouviu falar, até agora. Mas a convocação falhou.

Por Redação – de Brasília

Apoiadores do governo Jair Bolsonaro e grupos que defendem o impeachment do presidente dividiram, literalmente, a Esplanada dos Ministérios neste domingo. As manifestações foram acompanhadas de perto pela Polícia Militar (PM) e impediu o confronto entre os grupos antagônicos. Do lado de ultradireita, os cerca de 400 participantes foram insuficientes para agradar ao mandatário neofascista Jair Bolsonaro (sem partido).

O grupo que marchou pela democracia, neste domingo, se impôs sobre os aliados do mandatário neofascista Jair Bolsonaro
O grupo que marchou pela democracia, neste domingo, se impôs sobre os aliados do mandatário neofascista Jair Bolsonaro

A manifestação da extrema-direita foi convocada por organizações como o “Movimento Deus, Pátria, Família”, de que se pouco ouviu falar, até agora. Mas a convocação falhou. Era para ser uma “megamanifestação”, segundo disseram os organizadores, contra a mídia, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso.

— Melhor não tivesse feito — teria reagido um dos ministros militares, no Palácio do Planalto, segundo publicado por blogues políticos.

Miliciano

O blogueiro Allan dos Santos, do blog Terça Livre, um dos investigados no inquérito das fake news, em curso no STF, estava entre os manifestantes, mas se retirou ao perceber o fiasco. Robôs comandados pelo ‘Gabinete do Ódio’, do qual Santos é acusado de integrar, ao lado de familiares do presidente, tentaram levantar os ânimos dos chamados ‘bolsominions’, mas a ação não funcionou a contento.

Do outro lado da Esplanada, no entanto, manifestantes se reuniram para protestar contra Bolsonaro com disposição redobrada. Os manifestantes pediam o impeachment do presidente enquanto caminhavam em direção ao Congresso.

“Doutor, eu não me engano. O Bolsonaro é miliciano”, bradava o grupo contrário ao presidente.

Nas faixas e nos gritos de ordem, os presentes pediam o fim do racismo e da violência policial. Torcidas organizadas de diferentes times de futebol participam do evento e acenderam sinalizadores para pedir a interrupção do calendário de jogos devido a pandemia do coronavírus. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o deputado Paulo Teixeira (PT) também participam da ato.

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