Bolsonaro nega acesso a gastos do cartão e agora é alvo de processo na Corte Suprema

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Publicado quinta-feira, 5 de dezembro de 2019 as 13:52, por: CdB

Quase um mês depois da decisão do Supremo, parte relevante dos gastos da Presidência e da vice-presidência com o cartão continuam sob sigilo. O Portal da Transparência mantinha em segredo a forma como foram gastos R$ 9,8 milhões do cartão corporativo na Presidência da República e em órgãos como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

 

Por Redação – de Brasília

Jair Bolsonaro continuava, nesta quinta-feira, a negar acesso ao extrato de seu cartão corporativo. O detalhe é que o Supremo Tribunal Federal derrubou o sigilo de gastos da presidência da República. A decisão entrou em vigor no dia 11 de novembro e o presidente incorre, agora, no risco de um processo no âmbito da Suprema Corte.

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Quase um mês depois da decisão do Supremo, parte relevante dos gastos da Presidência e da vice-presidência com o cartão continuam sob sigilo. O Portal da Transparência mantinha em segredo a forma como foram gastos R$ 9,8 milhões do cartão corporativo na Presidência da República e em órgãos como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Na vice-presidência, outros R$ 468,5 mil continuavam em sigilo.

Valores

Procurado pela reportagem do Correio do Brasil, o STF reafirmou que a decisão está em vigor desde o dia 11 de novembro e o Planalto confirmou que foi notificado da decisão do Supremo no dia 20 de novembro. Notas nas redes públicas noticiam que Bolsonaro gastou R$ 4,6 milhões com o cartão corporativo de janeiro a setembro.

O valor representa o maior gasto no período desde 2014, naquele ano, a gestão de Dilma Rousseff (PT) gastou em 12 meses R$ 7,9 milhões com o cartão corporativo, em valores corrigidos pela inflação.

A Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão do governo federal responsável pela manutenção do Portal da Transparência – onde estão as informações sobre os gastos do cartão corporativo. A jornalistas, a CGU informou na segunda-feira que não tinha recebido ainda nenhuma orientação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre como seria a divulgação das informações.

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