Bolsonaro vai ao Japão para coroação de imperador

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2019 as 13:35, por: CdB

A ida ao Japão faz parte de uma viagem presidencial de Jair Bolsonaro para a Ásia e o Oriente Médio.

Por Redação, com Sputnik e Agências de Notícias – de Brasília

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta segunda-feira, para apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, que irá ao Japão para participar da coroação do imperador Naruhito, prevista para 22 de outubro.

O político do PSL se recusou a falar com a imprensa, mas conversou com algumas pessoas que estavam no local para recebê-lo. Bolsonaro disse, segundo publicado pela agência Reuters, que inclusive fizeram uma roupa especial para a ocasião, que ele “nunca pensou que ia usar, com gravata borboleta e tudo”.

Além do Japão, o tour do presidente Jair Bolsonaro inclui China, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos
Além do Japão, o tour do presidente Jair Bolsonaro inclui China, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos

A ida ao Japão faz parte de uma viagem presidencial para a Ásia e o Oriente Médio. Além do Japão, o tour inclui China, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos. A viagem está sendo vista como uma tentativa de fortalecer as relações com os chineses e a região, após Bolsonaro criticar a China e prometer transferir a embaixada brasileira em Tel Aviv para Jerusalém, o que acabou não acontecendo.

‘Tudo é deturpado’

Ao ser abordado por jornalistas presentes na porta do Alvorada, o presidente da extrema-direita se recusou a dar entrevistas.

– Imprensa, eu gosto muito de vocês, mas tudo é deturpado. Quando vocês fizerem uma matéria real do que aconteceu na ONU, eu dou entrevista a vocês – disse aos repórteres, segundo publicado pela imprensa.

Bolsonaro na ONU

No último dia 24, Jair Bolsonaro discurssou na abertura na Assembleia Geral das Nações Unida (ONU) e não perdeu a opotunidade de atacar o regime cubano e os governos anteriores.

– Em 2013, o acordo entre o governo petista e a ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional. Um verdadeiro trabalho escravo, respaldado por entidades de direitos humanos do Brasil e da ONU – disse Bolsonaro logo após afirmar que, durante os governos do PT, o Brasil “esteve à beira do socialismo”.

– A história nos mostra que, já nos anos 1960, agentes cubanos foram enviados para diversos países para colaborar com a implementação de ditaduras. Há poucas décadas tentaram mudar o regime brasileiro e de outros países da América Latina – concluiu ele, que depois ainda atacaria alvos já usuais como o governo da Venezuela, o Foro de São Paulo, e os interesses das potências estrangeiras na Amazônia.

Bruno Rodriguez, o chanceler de Cuba, respondeu alguns minutos depois em sua conta no twitter: “Rechaço energicamente as calúnias de Bolsonaro. [Ele] delira e é saudoso dos tempos da ditadura militar [no Brasil]. Deveria se ocupar da corrupção em seu sistema de justiça, [no] governo e [na sua] família.

Viagem em meio à baixa popularidade

Na última semana, uma pesquisa encomendada pela CNI mostrou que a popularidade do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) está caindo. A confiança e a aprovação da população sobre a forma de governar de Bolsonaro também registraram queda. A pesquisa aconteceu entre 19 e 22 de setembro.

A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo está em 31% e a avaliação negativa (ruim e péssimo)subiu em setembro e está em 34%. Os que consideram o governo “regular” são 32%. Os que não sabem ou não quiseram responder somaram 3%.

De acordo com a pesquisa, 50% da população brasileira desaprovam a maneira de Bolsonaro governar.Já a aprovação está em 44% e 6% não quiseram responder. Sobre a confiança, 55% afirmaram não confiar no presidente e 42% ainda confiam em Jair Bolsonaro. Nesta pesquisa foram ouvidas 2 mil pessoas.

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