Bombardeios continuam na Síria apesar de trégua

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Publicado sexta-feira, 18 de outubro de 2019 as 12:33, por: CdB

Ainda era possível ouvir bombardeios na fronteira turco-síria na manhã desta sexta-feira, apesar de um cessar-fogo de cinco dias acertado entre a Turquia e os Estados Unidos.

Por Redação, com Reuters – de Ceylanpinar, Turquia

Ainda era possível ouvir bombardeios na fronteira turco-síria na manhã desta sexta-feira, apesar de um cessar-fogo de cinco dias acertado entre a Turquia e os Estados Unidos, e o governo norte-americano disse que o acordo só cobre uma parte pequena do território que a Turquia pretende tomar.

Veículos militares turcos parados perto da cidade fronteiriça de Ceylanpinar
Veículos militares turcos parados perto da cidade fronteiriça de Ceylanpinar

Jornalistas da agência inglesa de notícias Reuters presentes na fronteira ouviram disparos de metralhadora e bombardeio e viram fumaça emanando do campo de batalha da cidade de Ras al Ain, na divisa síria, no início desta sexta-feira, mas os sons dos combates diminuíram no meio da manhã.

A trégua

A trégua, anunciada na quinta-feira pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence, depois de conversar com o presidente turco, Tayyip Erdogan, em Ancara estabelece uma pausa de cinco dias para permitir que as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia liderada por curdos, recue par uma área controlada por forças turcas.

As FDS disseram que ataques aéreos e de artilharia continuam a visar suas posições, além de alvos civis em Ral al Ain: “A Turquia está violando o cessar-fogo, já que continua atacando a cidade desde a noite passada”, tuitou o porta-voz do grupo, Mustafa Bali.

O acordo teve como meta amenizar uma crise que levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a ordenar uma retirada apressada e inesperada, o que seus críticos dizem equivaler a abandonar os aliados curdos leais que lutaram durante anos ao lado dos soldados dos EUA contra o Estado Islâmico.

Trump louvou o acordo, dizendo que ele poupará “milhões de vidas”.

Os combatentes curdos que lideram as FDS, que deveriam se retirar em respeito ao acordo, pareceram adotar a opinião semelhante de que a trégua só contempla uma área relativamente pequena.

 

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