No Brasil, concentração de renda bate recorde em 2018

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Publicado quarta-feira, 16 de outubro de 2019 as 12:08, por: CdB

A pesquisa mostra que caiu a 4,1% em 2015 e manteve-se quase estável nos dois anos seguintes, chegando em seguida a R$ 2.234 em 2018.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A concentração de renda no Brasil bateu recorde em 2018, quando o rendimento médio mensal real da parcela de 1% da população de maior renda atingiu 33,8 vezes o da parcela com menor rendimento.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 1% da população tinha rendimento médio mensal R$ 27.744. Já 50% da população tinham renda de 820 reais. A pesquisa foi iniciada em 2012.

1% da população tinha rendimento médio mensal R$ 27.744 e 50% da população tinham renda de R$ 820
1% da população tinha rendimento médio mensal R$ 27.744 e 50% da população tinham renda de R$ 820

– O aumento da concentração de renda tem a ver com a recessão de 2015 e 2016 que afetou o mercado de trabalho e provocou um aumento no desemprego – disse à agência de notícias Reuters a economista do IBGE Maria Lúcia Vieira.

– As pessoas foram demitidas, diminuíram a renda e quando voltaram ao mercado, voltaram em empregos mais informais e menos favoráveis – explicou.

O índice de Gini é um indicador que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica e varia de 0 (perfeita igualdade) até 1 (máxima concentração e desigualdade). Quando calculado para o rendimento médio mensal recebido de todos os trabalhadores, foi de 0,508 em 2012, caindo até 0,494 em 2015 e voltando a subir a 0,509 em 2018, o maior da série.

A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que era de R$ 264,9 bilhões em 2017, cresceu para R$ 277,7 bilhões em 2018. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência) passou de R$ 2.133 em 2012 para o maior valor da série em 2014, de R$ 2.279.

A pesquisa mostra que caiu a 4,1% em 2015 e manteve-se quase estável nos dois anos seguintes, chegando em seguida a R$ 2.234 em 2018. Na comparação com 2012, o indicador de 2018 registrou crescimento real de 4,7%.

O índice de Gini para o rendimento médio real de todos os trabalhos aumentou de 2017 para 2018 para todas as regiões, exceto no Nordeste. Lá, a desigualdade dos rendimentos caiu porque as pessoas no grupo com maiores rendimentos tiveram perda.

O percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família caiu de 15,9% em 2012 para 13,7% em 2018.

Entre os domicílios que recebiam o programa Bolsa Família, 95,3% possuíam geladeira; 30,2% máquina de lavar; 95,2% televisão e 13,3% microcomputador. Entre os que não recebiam, os percentuais foram, respectivamente, de 98,5%; 70,6%; 96,7% e 47,4%.

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