Brasil confirma lugar entre potências dos Jogos Mundiais Militares

Arquivado em: Destaque do Dia, Esportes, Esportes Olímpicos, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 26 de dezembro de 2019 as 11:36, por: CdB

O ano de 2019 ficará marcado pela ótima campanha do Brasil na sétima edição dos Jogos Mundiais Militares (JMM), realizados na localidade chinesa de Wuhan.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O ano de 2019 ficará marcado pela ótima campanha do Brasil na sétima edição dos Jogos Mundiais Militares (JMM), realizados na localidade chinesa de Wuhan. No evento, a delegação brasileira terminou na terceira posição do quadro de medalhas.

Equipe de ginástica artística conquista vice-campeonato nos JMM
Equipe de ginástica artística conquista vice-campeonato nos JMM

Desta forma o Brasil alcançou a meta de permanecer entre as três maiores potências desportivas militares entre todas as nações que integram o Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM).

Ao final do evento a delegação brasileira conquistou um total de 88 medalhas (21 ouros, 31 pratas e 36 bronzes). A primeira posição ficou com a China, com 239 conquistas (133 ouros, 64 pratas e 42 bronzes), enquanto a Rússia foi a segunda, com 161 premiações (51 ouros, 53 pratas e 57 bronzes).

Ensaio para Jogos de Tóquio 2020

A participação em um megaevento esportivo como os JMM pode ser considerada uma espécie de ensaio dos atletas brasileiros para os Jogos de Tóquio. Um ensaio muito bem-sucedido em vários casos.

Um exemplo é Darlan Romani. O sargento da Força Aérea Brasileira fez um arremesso de 22m36cm e garantiu a medalha de ouro. Esta não foi a primeira conquista dourada dele em uma edição do evento. Em 2015, na edição realizada em Mungyeong, na Coreia do Sul, o brasileiro também conseguiu o melhor arremesso da prova.

Darlan é uma esperança de medalhas nos Jogos de Tóquio, em especial após um 2019 no qual também conquistou o título pan-americano, em Lima, no Peru.

Outra esperança de medalha olímpica para o Brasil que brilhou em Wuhan foi a judoca Rafaela Silva. Ela conquistou o ouro na categoria leve (até 57 Kg) ao derrotar a romena Andreea Chitu na final. Sargento da Marinha, a carioca de 27 anos já tem um ouro olímpico no currículo.

Ana Marcela Cunha também cumpriu uma bela jornada nos JMM, com a conquista de 3 medalhas. Foram um bronze, uma prata e um ouro, este na prova feminina dos 10 km. A atleta baiana da prova de maratona aquática é considerada uma das esperanças de medalhas do Brasil no Japão.

Com presença garantida em Tóquio, a dupla brasileira de vôlei de praia Bruno Schmidt e Evandro ficou com o ouro em Wuhan. Eles venceram na final os alemães David Poniewaz e Bennet Poniewaz por dois sets a zero (21 /18 e 21/15).

Brasil nos Jogos

O Brasil esteve presente em todas as edições do Jogos Mundiais Militares. Se, em 1995, o país ocupou uma modesta 36ª posição no quadro de medalhas, atualmente pode ser considerado uma das grandes forças da competição.

Esta mudança de patamar aconteceu em 2011, quando a delegação brasileira garantiu a primeira posição do quadro de medalhas com 114 conquistas (45 ouros, 33 pratas e 36 bronzes). Nesta oportunidade a sede foi a cidade do Rio de Janeiro.

Os Jogos de 2011 receberam 4.218 atletas representando 111 países. Os 10 dias do evento contaram com disputas em 20 modalidades, sendo que 6 delas eram tipicamente militares.

Quatro anos depois o Brasil voltou a ter uma campanha de destaque. Conquistou o total de 84 medalhas (34 ouros, 26 pratas e 24 bronzes) e garantiu a segunda posição no quadro de medalhas.

Wuhan 2019

Em 2019, em Wuhan, o Brasil alcançou sua terceira melhor campanha na história dos Jogos Mundiais Militares e confirmou seu lugar entre as potências do evento esportivo.

Parapan-americana

O esporte paralímpico brasileiro teve um ano excepcional em 2019, alcançando marcas como a melhor campanha em uma edição dos Jogos Parapan-americanos e a segunda posição no mundial de atletismo de Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Parapan de Lima

Disputado oficialmente desde 1999, os Jogos Parapan-americanos têm agora o Brasil como o dono da melhor campanha de todos os tempos com 308 medalhas (124 ouros, 99 pratas e 85 bronzes). Essa foi a quarta vez seguida que a delegação verde e amarela liderou o quadro de medalhas.

A marca anterior era do México, que, em casa na primeira edição, havia conquistado 307 pódios (121 ouros, 105 pratas e 81 bronzes).

– A meta interna no Comitê [Paralímpico Brasileiro] sempre foi superar os números de Toronto. Não só em medalhas, mas queríamos estar em mais finais, trazer a maior delegação, ter mais mulheres, contar com o maior número possível de atletas de classes baixas. Sempre apostando muito nos jovens. E acho que tudo isso foi alcançado – disse Alberto Martins, diretor técnico e chefe da missão brasileira em Lima, após o final do Parapan.

Destaques

Quase metade das conquistas brasileiras vieram das piscinas. A equipe da natação somou 127, sendo 53 ouros. Há quatro anos, em Toronto, o Brasil conseguiu 104 medalhas, com 38 ouros. No halterofilismo, liderou com folga o quadro de medalhas. Foram 16 conquistas, seis de ouros. Em Toronto, o Brasil ganhou oito medalhas na modalidade.

Mundial de Atletismo

Outro evento no qual o país teve uma ótima performance foi o Mundial de Atletismo Paralímpico realizado no Dubai Club for People of Determination, em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Na competição, os atletas brasileiros garantiram a segunda posição no quadro geral de medalhas, a melhor campanha do Brasil em uma edição do evento.

Em Dubai, a delegação brasileira (formada por 43 atletas) conseguiu o total de 39 medalhas (14 ouros, 9 pratas e 16 bronzes), atrás apenas do time da China, com 59 conquistas (25 ouros, 23 pratas e 11 bronzes).

A melhor campanha do Brasil até então havia sido em Lyon (França) em 2013, oportunidade na qual terminou na terceira posição da classificação, com o total de 40 medalhas (16 ouros, 10 pratas e 14 bronzes).

Natação em Londres

A terceira grande competição da qual os atletas paralímpicos brasileiros participaram nesta temporada foi o Mundial de Natação Paralímpico, realizado na piscina do Parque Olímpico de Londres (Inglaterra).

O Brasil encerrou o evento com o 11º lugar no quadro de medalhas, com 17 no total (cinco ouros, seis pratas e seis bronzes). A primeira posição foi da Itália.

Projeção para Tóquio 2020

Estas competições podem ser vistas como prévias da próxima edição dos Jogos Paralímpicos, que acontecem em Tóquio, em 2020.

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a delegação em Tóquio terá entre 350 e 400 pessoas, sendo aproximadamente 250 atletas.

É bom lembrar que na última edição dos Jogos, no Rio de Janeiro em 2016, o Brasil finalizou a sua participação na oitava posição, com 72 medalhas (14 ouros).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *