Brasil segue com mais boi que gente, diz IBGE

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Publicado sexta-feira, 20 de setembro de 2019 as 13:59, por: CdB

O crescimento do abate contribuiu para a redução no efetivo em 3,3% na região Sul, 1,2% no Sudeste e 0,4% no Centro-Oeste. O rebanho cresceu 0,2% no Norte e Nordeste.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O rebanho bovino do Brasil caiu 0,7% em 2018 na comparação com 2017, na esteira de um recorde na exportação de carne no ano passado, mas o país ainda tem mais boi e vacas do que gente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira.

O rebanho bovino do país teve em 2018 a segunda queda consecutiva, após atingir um recorde em 2016

Segundo o IBGE, apesar de uma queda de 1,5 milhão de cabeças, devido ao aumento dos abates pela indústria de carne, o Brasil segue com o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 213,5 milhões de animais, disse o instituto em nota.

Já a população brasileira está estimada pelo IBGE em 210,1 milhões, com uma taxa de crescimento populacional de 0,79% ao ano, informou o IBGE ao final de agosto.

O rebanho bovino do país, por sua vez, teve em 2018 a segunda queda consecutiva, após atingir um recorde em 2016. O Mato Grosso respondeu por 14,1% do rebanho nacional, enquanto o município com maior número de bovinos é São Félix do Xingu, no Pará.

O crescimento do abate contribuiu para a redução no efetivo em 3,3% na região Sul, 1,2% no Sudeste e 0,4% no Centro-Oeste. O rebanho cresceu 0,2% no Norte e Nordeste, disse o IBGE.

Embora o Brasil consuma a maior parte de sua produção de carne bovina, as exportações continuam ajudando nos abates, que cresceram 5,5% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com dados do IBGE.

China habilita estabelecimentos do Brasil para exportações de carne

Enquanto isso, as vendas externas de carne bovina do Brasil caminham para novas máximas históricas em 2019, tendo crescido cerca de 14% no acumulado do ano até agosto, para mais de 1 milhão de toneladas, conforme informações do governo.

A exportação neste ano tem tido ajuda especial da China, que tem demandado mais para lidar com uma menor oferta de carne suína, devido à peste suína africana.

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