Cade libera a Brookfield para compra de energia solar no Nordeste

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Publicado terça-feira, 28 de janeiro de 2020 as 13:07, por: CdB

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições o negócio, pelo qual a Brookfield assumirá empreendimentos em fase pré-operacional detidos pela Alex Newen, uma empresa do grupo de engenharia e construção Steelcons, segundo publicação no Diário Oficial da União.

 

Por Redação – de Brasília

 

O grupo canadense Brookfield recebeu, nesta terça-feira, autorização do órgão brasileiro de defesa da concorrência para aquisição de um conjunto de projetos de energia solar no Nordeste do Brasil.

painel solar
O crescimento do setor de energia fotovoltaica se consolida no país

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições o negócio, pelo qual a Brookfield assumirá empreendimentos em fase pré-operacional detidos pela Alex Newen, uma empresa do grupo de engenharia e construção Steelcons, segundo publicação no Diário Oficial da União.

Os projetos solares envolvidos na transação, do complexo Alex, a ser construído no Ceará, somarão capacidade instalada total de 278 megawatts, segundo parecer do órgão estatal.

Investimento

A aquisição marca mais um movimento dos canadenses da Brookfield para expandir a presença no setor elétrico do Brasil, onde a companhia possui significativa atuação, com ativos que vão desde hidrelétricas e parques eólicos até linhas de transmissão de eletricidade.

O negócio também marca a entrada da companhia nos investimentos em energia solar no Brasil.

O valor da transação pelos ativos da Steelcons não foi revelado pelo Cade. Procurada, a Brookfield não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O investimento da Brookfield vem em momento em que a energia solar tem crescido rapidamente no Brasil, em meio a uma acelerada queda nos preços da tecnologia.

Competitividade

Empreendimentos solares respondem hoje por apenas 1,45% do parque gerador do país, mas os últimos dois leilões do governo brasileiro para contratar novos projetos de energia, em junho e outubro do ano passado, marcaram as primeiras ocasiões em que usinas solares tiveram o menor preço entre as fontes negociadas, superando parques eólicos e hidrelétricas em termos de competitividade.

A Steelcons, empreiteira com sede em Campinas (SP), havia fechado a venda antecipada da energia de seus projetos solares em leilão realizado pelo governo federal em abril de 2018.
Os empreendimentos precisam começar a produzir energia em janeiro de 2022.

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