Câmara divulga denúncia de delator sobre caso de Trump com a Ucrânia

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Publicado quinta-feira, 26 de setembro de 2019 as 11:14, por: CdB

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos publicou, nesta quinta-feira, uma versão não sigilosa de uma denúncia.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos publicou, nesta quinta-feira, uma versão não sigilosa de uma denúncia de um delator alegando que o presidente dos EUA, Donald Trump, usou seu gabinete para solicitar interferência estrangeira nas eleições presidenciais de 2020.

Presidente dos EUA, Donald Trump

“Estou profundamente preocupado que as ações descritas abaixo constituam ‘um sério ou escandaloso problema, abuso ou violação da lei ou da ordem executiva’ que ‘não inclui diferenças de opinião no que diz respeito a assuntos de políticas públicas’, consistente com a definição de ‘preocupação urgente’”, diz o delator no documento.

Chefe de inteligência

O principal oficial de inteligência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será questionado por parlamentares nesta quinta-feira a respeito da maneira como o governo lidou com o relato de um delator que está no centro de um inquérito de impeachment do presidente.

O diretor interino de Inteligência Nacional, Joseph Maguire, irá depor ao Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados depois de se recusar a compartilhar uma denúncia feita por um delator com o Congresso, apesar de uma lei que exige que esta fosse enviada aos parlamentares depois de um inspetor-geral determinar que ela era urgente e crível.

Maguire está no cargo há menos de dois meses.

Embora o inquérito formal de impeachment anunciado na terça-feira pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, seja liderado por democratas, alguns dos colegas republicanos de Trump se uniram a estes pedindo que o governo encaminhe o relatório ao Congresso.

Membros dos Comitês de Inteligência da Câmara e do Senado tiveram permissão para ver a queixa na quarta-feira.

– Os republicanos não deveriam estar tentando se blindar para dizer que não é nada demais quando obviamente há muita coisa perturbadora ali – disse o senador Ben Sasse, membro republicano do Comitê de Inteligência do Senado, após ler o documento.

Na terça-feira, o Senado aprovou uma resolução pedindo a divulgação do relatório através de uma votação oral unânime. A Câmara aprovou uma medida semelhante por 421 a zero, sendo que dois republicanos votaram “presente”, na quarta-feira, mesmo depois de o governo recuar e concordar em deixar membros dos Comitês de Inteligência da Câmara e do Senado verem o relatório confidencial em salas protegidas do Capitólio.

A disputa a respeito do relatório é o capítulo mais recente de uma disputa de poder em andamento. O governo Trump está resistindo aos esforços de parlamentares democratas que investigam os negócios do presidente e a ações para obter documentos, registros e depoimentos da Casa Branca e de funcionários de alto escalão.

Acredita-se que o relatório do delator inclui um relato de uma conversa telefônica de 25 de julho entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, na qual Trump pressionou Zelenskiy a investigar um rival político, o ex-vice-presidente Joe Biden, em coordenação com o secretário de Justiça dos EUA e o advogado pessoal de Trump.

Não há indícios de que Biden ou seu filho, Hunter Biden, que atuou no conselho de uma empresa ucraniana, tenha agido indevidamente.

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