Campanha de ódio movida por Bolsonaro causa morte no Ceará, denuncia PT

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Publicado domingo, 28 de outubro de 2018 as 10:03, por: CdB

Em nota, no Twitter, o candidato Fernando Haddad (PT) cobra medidas imediatas contra os agressores e abomina a violência política, em curso no país.

 

Por Redação, com agências de notícias – de Fortaleza

 

A polícia cearense ainda não identificou os autores do assassinato de um jovem de 23 anos, a tiros, durante uma carreata a favor do presidenciável Fernando Haddad (PT) em Pacajús, na região metropolitana de Fortaleza. Testemunhas alinham o crime à campanha de ódio disseminada pela candidatura neofascista de Jair Bolsonaro (PSL).

Charlione foi morto a tiros, por seguidores de Jair Bolsonaro, segundo testemunhas do crime
Charlione foi morto a tiros, por seguidores de Jair Bolsonaro, segundo testemunhas do crime

Em nota, no Twitter, o candidato Fernando Haddad (PT) cobra medidas imediatas contra os agressores e abomina a violência política, em curso no país.

“É inadmissível o assassinato de um jovem, Charlione Lessa Albuquerque, que participava de carreata da minha campanha em Pacajus. Ele estava no carro com a mãe celebrando a democracia e acabou morto. É preciso apuração e punição rápida. À família, toda minha solidariedade”, afirmou Haddad.

Motivações políticas

Segundo a apuração policial, Charlione Lessa Albuquerque estava dentro de um carro quando homens se aproximaram em um moto, efetuaram disparos e fugiram em seguida. Uma outra versão, no entanto, publicada pela mídia local, informa que um homem desceu de um outro veículo, se aproximou do carro onde estava a vítima, e atirou várias vezes antes de fugir.

Nem a Polícia Militar ou a Polícia Civil confirmam as motivações do crime, mas há evidências de que se trata de um crime com motivações políticas. Responsáveis pela investigação, os policiais civis informaram que a vítima foi seguida por algumas horas antes do assassinato.

Ódio e intolerância

Charlione era servente de pedreiro em Fortaleza e estava no carro com a sua mãe, Regina Lessa, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário da CUT (CNTRV/CUT). Os assassinos ainda não foram identificados.
Em nota, o PT lamentou o crime, afirmando que “Charlione é vítima desta política de propagar o ódio, a intolerância e a violência que nós estamos combatendo nessas eleições”.

“Exigimos das autoridades rigor nas investigações para que este atentado não fique impune e que não volte a se repetir. Nós, jovens militantes que acreditamos numa sociedade construída na tolerância, na paz e no amor, permaneceremos nas ruas e amanhã inundaremos as urnas dos nossos sonhos que certamente eram os sonhos de Charlione.

“Não irão nos amedrontar! Não temos tempo para ter medo!

Charlione, Presente!”, encerra a nota.

Familiares da vítima protestam:

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