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Cartas
Não entendi a declaração do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que o episódio envolvendo a cruel execução de três jovens do morro da Providência com a participação de militares do Exército só comprova a visão do presidente Lula de que as Forças Armadas não estão aptas para desempenhar o trabalho de segurança pública.
Ora! Tempos atrás o mesmo presidente insistia em disponibilizar a ajuda do exército no combate à criminalidade no Rio de Janeiro. Será que nesta época a visão do Lula estava com problema de catarata ou miopia? Estamos cansados de tanta balela, depois deste triste episódio nenhum governante quer assumir a paternidade do embrião.
E pior ainda é negarem que os militares estavam exercendo a função de segurança e que estavam apenas protegendo os trabalhadores do projeto intitulado Cimento Social. O cimento desta vergonhosa obra politiqueira só serviu para emboçar e fechar as três covas onde os jovens foram enterrados.
Acorda Lula!
Deborah Farah
Barra da Tijuca
Rio de Janeiro
Acredito que a política de extermínio que está sendo aplicada com rigor neste governo, não é só direcionada aos marginais que integram o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro, mas no âmbito político também. Os caciques-mór do PMDB lançaram anteriormente a sucessão municipal como pré-candidato o Eduardo Paes e logo depois o exterminaram em prol da candidatura de Alessandro Molon do PT, sem maiores justificativas. Agora, esses mesmos caciques, aliados do presidente Lula, exterminam Molon e apresenta novamente Paes como pré-candidato à prefeitura do Rio. Ora! Que bagunça é essa?
A militância e os eleitores dos partidos mencionados merecem respeito. A política no geral já está tão desacreditada que se continuarem agindo e coagindo o eleitorado e os integrantes dos partidos dessa desastrada forma, infelizmente o voto nulo futuramente será imprescindível. Um aviso aos que hoje imperam e desfrutam do poder: partido político não tem dono, todos estão de passagem por ele, mas o voto válido ou nulo tem dono e sentimento, e esse direito que nós adquirimos legitimamente, governante nenhum vai conseguir exterminar.
Deborah Farah
Barra da Tijuca
Rio de Janeiro
Acredito ter sido com muita tristeza que o povo brasileiro recebeu a notícia do repentino falecimento do senador Jefferson Peres. Um homem que lutou incansavelmente para fazer com que a ética, a honestidade, a verdade e a justiça prevalecessem dentro de nosso desacreditado cenário político. É claro, que foi uma voz quase isolada, mas a nossa esperança é que ainda existia uma voz, que mesmo não sendo ouvida por todos que o ladeavam, repercutia entre milhares de brasileiros, que ainda acreditavam que a política pudesse mudar. Para nós, isso é o que importava. Um parlamentar que nunca desistiu de lutar pela moralidade e que não se deixou corromper durante sua longa trajetória política. Encarou com destemor adversários poderosos.
Desafiou com a coragem que lhe era peculiar, um sistema corrupto que imperava há muito tempo no Amazonas e no Brasil. O senador, sem sombra de dúvida, era um dos maiores políticos desse país. Espero que os pretensos candidatos ao legislativo nas próximas eleições o tenham como referência.
Que seu exemplo de dignidade possa iluminar a vida pública de nossos representantes no Senado e na Câmara Federal. Com a sua morte perde o povo brasileiro, perde o Brasil. Espero que o presidente Lula espelhe-se na memória de Jefferson Peres e faça da sua ação legislativa, a sua ação executiva.
Ética Brasil!
Deborah Farah
Barra da Tijuca
Rio de Janeiro
A saída de Marina Silva do ministério do Meio Ambiente é um péssimo presságio para a região amazônica.
Muito em breve aquelas imagens tenebrosas mostrando os leitos de rios banhados com toras de madeiras extraídas de forma ilegal voltarão aos noticiários.
Enquanto ministra, Marina fez o que pôde tentando evitar ou amenizar o desmatamento.
Mas sozinha, lutando contra um bando de facínoras que encontra respaldo e até incentivo em todos os lados, não há como resistir.
Merece os parabéns por ainda ter ido longe demais.
Habib Saguiah Neto
Marataízes - ES
É sabido que os nossos atuais governantes enxergam muito bem a crítica situação que o ensino público vem atravessando, tornando-se passivos propositalmente, porque isto é extremamente conveniente para se perpetuarem no poder. Um reduto eleitoral formado em sua maioria por pessoas desprovidas de consciência política, é a essência do seu desvio de conduta ética, e da sua desonestidade, porque os mantêm passivos e verdadeiros cordeiros obedientes, a um tirano corrupto que escraviza amarrado em um cabresto da ignorância. É claro, que esse total descaso com a educação é intencional. Nossos políticos estão investindo em si mesmo mantendo o coronelismo político e seus currais eleitorais.
Infelizmente, parte da população brasileira continua sendo enganada com falsas promessas e ainda credita seu voto ao mesmo político que a enganou na eleição anterior. Um povo bem preparado intelectualmente é um perigo para esses demagogos que infestam nosso cenário político. O descaso com a educação é uma omissão consciente e de má fé para manterem em seus redutos eleitorais os ignorantes de hoje e os que serão ignorados amanhã.
Deborah Farah
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro