Centrais sindicais fazem barulho contra políticas de Paulo Guedes

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Publicado terça-feira, 12 de novembro de 2019 as 12:41, por: CdB

Nas proximidades do Teatro Municipal, no centro da capital paulista, a partir das 9 horas, sindicalistas vão fazer panfletagem e dialogar com a população com objetivo de alertar sobre as medidas do governo, “que sempre beneficiam os empresários e prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras”.

 

Por Redação, com RBA – de São Paulo

 

Para denunciar que a política econômica da dupla Jair Bolsonaro, presidente da República e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, é praticamente uma cópia da que foi implantada no Chile, há décadas; e que levou a população à miséria, as centrais sindicais CUT, CTB, CSP- Conlutas, Força Sindical, UGT, CSB, CGTB, Nova Central, Intersindical estarão nas ruas do centro de São Paulo nesta quarta-feira. A manifestação é a primeira de uma série planejada até o fim do ano.

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Nas proximidades do Teatro Municipal, no centro da capital paulista, a partir das 9 horas, sindicalistas vão fazer panfletagem e dialogar com a população com objetivo de alertar sobre as medidas do governo, “que sempre beneficiam os empresários e prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras”, alegam os organizadores.

“Além da reforma da Previdência, que dificulta o acesso aos benefícios previdenciários, o governo Bolsonaro agora quer criar a chamada Carteira de Trabalho Verde e Amarela. com menos direitos trabalhistas, impedir novos investimentos em áreas essenciais para a população, reduzir jornadas e salários de servidores públicos e acabar com o aumento de reajustes de benefícios sociais com base na inflação”, acrescentam.

— As PECs anunciadas por Bolsonaro e Guedes atacam diretamente os mais pobres e a classe trabalhadora, além de piorar a crise social e econômica em que o país está vivendo. Eles querem implementar as mesmas medidas que fizeram no Chile e não podemos permitir — afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Crueldade

Segundo o dirigente, esta é a primeira de uma agenda de ações das centrais porque a ideia é mobilizar também os bairros, as comunidades, as feiras e praças para dialogar com a população e, principalmente, com os desempregados.

Para Sérgio é preciso que os sindicatos façam a mesma coisa.

— Além dos locais de trabalho, precisamos ir aos locais de moradia da população para alertar que se não se organizar e não vier para a luta contra este pacote de crueldade iremos enfrentar um caos e a situação econômica e social do país pode piorar — acrescentou
Plano emergencial

As centrais irão apresentar, na segunda-feira, no Sindicato dos Químicos de São Paulo, um Plano Emergencial para conter a crise, o desemprego, a fome e a tragédia social que seguem crescendo no país.

— O Plano Emergencial será feito coletivamente pela classe trabalhadora, centrais sindicais, movimentos sociais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, partidos políticos e igrejas e tem como principal objetivo proteger o setor mais vulnerável da população, em especial o desempregado — concluiu Nobre.

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