Ex-chefe do atletismo mundial é preso por corrupção

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Publicado quarta-feira, 16 de setembro de 2020 as 12:10, por: CdB

O ex-chefe do órgão regulador do atletismo mundial Lamine Diack foi condenado na França nesta quarta-feira por corrupção em um escândalo de doping na Rússia e foi sentenciado a passar pelo menos dois anos na prisão.

Por Redação, com Reuters – de Paris/Londres

O ex-chefe do órgão regulador do atletismo mundial Lamine Diack foi condenado na França nesta quarta-feira por corrupção em um escândalo de doping na Rússia e foi sentenciado a passar pelo menos dois anos na prisão.

Lamine Diack em tribunal de Paris
Lamine Diack em tribunal de Paris

Diack, de 87 anos, foi considerado culpado de aceitar propinas de atletas suspeitos de doping, para encobrir os resultados dos testes e permitir que continuassem competindo, inclusive na Olimpíada de Londres 2012.

O tribunal também considerou Diack culpado de aceitar dinheiro russo para ajudar a financiar a campanha de Macky Sall para as eleições presidenciais de 2012 no Senegal, em troca de atrasar os procedimentos antidoping.

Os promotores disseram que Diack solicitou propinas totalizando 3,45 milhões de euros de atletas suspeitos de uso de drogas. O juiz considerou que as ações do ex-saltador “minaram os valores do atletismo e da luta contra o doping”.

Propina

O tribunal determinou a Diack uma sentença de prisão de quatro anos, dois dos quais foram suspensos. Também impôs multa máxima de 500 mil euros.

Diack já foi um dos homens mais influentes no esporte, liderando a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf) de 1999 a 2015. A Iaaf é agora conhecida como World Athletics.

Associação de atletas quer expulsão do Irã

Uma associação global que representa 85 mil atletas pediu, na semana passada, a expulsão do Irã do esporte mundial se o país executar o campeão de luta greco-romana Navid Afkari, cujo caso provocou revolta internacional.

O lutador de 27 anos enfrenta duas penas de morte desde que foi condenado por matar um segurança a facadas e por outras acusações ligadas a protestos antigoverno em 2018, de acordo com a mídia estatal.

– O ato horroroso de executar um atleta só pode ser considerado um repúdio aos valores humanitários que sustentam o esporte – disse Brendan Schwab, diretor da Associação Mundial de Atletas (AMA), em um comunicado.

– Em resultado, o Irã deve perder o direito de ser parte da comunidade universal do esporte.

Afkari disse que foi torturado para fazer uma confissão falsa, de acordo com familiares e ativistas, e seu advogado diz não haver prova de sua culpa.

O Judiciário iraniano negou as alegações de tortura.

“Com base em indícios claros, Afkari matou um homem inocente a facadas. Ele confessou ao tribunal. O tribunal emitiu a pena de morte com base em indícios fortes, e a Suprema Corte manteve a pena de morte”, disse o Judiciário em um comunicado divulgado pela mídia iraniana na semana passada.

Grupos de direitos humanos e autoridades estrangeiras, inclusive o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, clamaram por um indulto, e nas redes sociais circula uma campanha a favor do atleta com a hashtag #SaveNavidAfkari.

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