Chefe do futebol húngaro renuncia após ofensas raciais

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Publicado terça-feira, 15 de outubro de 2019 as 13:39, por: CdB

Borislav Mihaylov renunciou ao cargo de presidente da União Búlgara de Futebol (BFU), nesta terça-feira.

Por Redação, com Reuters – de Sófia/Viena

Borislav Mihaylov renunciou ao cargo de presidente da União Búlgara de Futebol (BFU), nesta terça-feira, após pedido do primeiro-ministro do país devido a ofensas raciais e imitações de macaco feitas por torcedores da Bulgária contra jogadores negros da Inglaterra durante partida das eliminatórias da Euro 2020.

Torcedores da Bulgária na arquibancada de estádio durante partida contra a Inglaterra em Sófia
Torcedores da Bulgária na arquibancada de estádio durante partida contra a Inglaterra em Sófia

O premiê Boyko Borissov pediu na manhã desta terça-feira que o ex-goleiro Mihaylov deixasse o cargo, e o dirigente anunciou sua renúncia pouco depois.

A partida em questão, vencida pelos ingleses por 6 a 0, foi interrompida pelo árbitro devido às ofensas da torcida, conforme um protocolo de três etapas criado pela Uefa, a entidade responsável pelo futebol europeu.

Mihayloc inicialmente resistiu ao pedido para renunciar. “É claro que ele não renunciará”, chegou a dizer o porta-voz da BFU, Hristo Zapryanov. “O Estado não tem o direito de exigir isso e interferir no futebol”.

– A união de futebol não pode ser responsabilizada pelo hooliganismo de um grupo de pessoas.

Torcedores búlgaros

Um grupo de torcedores búlgaros vestidos com roupas escuras, alguns dos quais fazendo saudações de direita, foi retirado de uma área da arquibancada do estádio nacional Vasil Levski, e o capitão do time da casa, Ivelin Popov, tentou apelar aos torcedores durante uma discussão acalorada no intervalo.

– Exorto Borislav Mihaylov a renunciar imediatamente como presidente da União Búlgara de Futebol! – escreveu Borissov no Facebook depois que filmagens da partida da noite de segunda-feira foram vistas em todo o mundo na televisão e nas redes sociais.

– É inaceitável para a Bulgária, que é um dos países mais tolerantes do mundo, e pessoas de etnias e religiões diferentes vivem em paz, ser associada com o racismo e a xenofobia.

O ponta inglês Raheem Sterling, um dos jogadores negros da Inglaterra em campo, apoiou o apelo do premiê.

– Uma boa atitude, dou-lhe crédito, senhor Borissov – tuitou o atacante do Manchester City.

Mais cedo, o ministro dos Esportes, Krasen Kralev, disse que o governo suspenderá as relações com a BFU, inclusive os laços financeiros.

A BFU mas tentou minimizar os incidentes após o jogo de segunda-feira. “É bastante decepcionante focar no racismo”, disse o vice-presidente Yordan Lechkov. “Não é sério se concentrar nisso se existe uma eliminatória como esta e estamos jogando contra um time como a Inglaterra”.

Ucrânia vence Portugal

A Ucrânia se classificou para a Eurocopa 2020 após vencer Portugal por 2 a 1, em casa na, segunda-feira, pelo grupo B das Eliminatórias, em jogo no qual o capitão português Cristiano Ronaldo marcou o gol de número 700 de sua carreira.

Gols de Roman Yaremchuk e Andriy Yarmolenko na etapa inicial deram à Ucrânia a liderança, antes de Ronaldo diminuir em cobrança de pênalti aos 27 minutos do segundo tempo, com Taras Stepanenko sendo expulso por receber o segundo cartão amarelo.

O resultado deixa a Ucrânia na liderança da chave, com 19 pontos em sete jogos, oito à frente do atual campeão europeu Portugal, que tem um jogo a menos.

Em terceiro lugar está a Sérvia, com dez pontos em seis jogos, atingidos após vitória por 2 x 1 sobre a Lituânia, com dois gols de Aleksandar Mitrovic.

Luxemburgo possui quatro pontos em seis jogos, enquanto a Lituânia ocupa a lanterna do grupo, com apenas um ponto somado em sete partidas.

Kipchoge

O queniano recordista mundial Eliud Kipchoge comparou correr uma maratona abaixo de duas horas a ir para a Lua, antes de sua tentativa não oficial em Viena, no sábado, de se tornar o primeiro atleta a quebrar a barreira.

– Estou correndo para fazer história, para mostrar que nenhum ser humano é limitado. Não se trata de dinheiro, é mostrar a uma geração de pessoas que não há limites – disse Kipchoge, que fará sua segunda tentativa de romper a barreira de duas horas, a repórteres.

O campeão olímpico, de 34 anos, estabeleceu o recorde mundial de 2h01min39s na maratona de Berlim em setembro passado, derrubando a marca anterior em 78 segundos, mas disse que a corrida de sábado é um desafio completamente diferente.

– Correr em Berlim e correr em Viena é diferente. Correr em Berlim é para vencer e bater um recorde mundial, Viena é como ir à Lua – acrescentou.

Uma equipe de 41 corredores irá apoiar Kipchoge, que ficou 26 segundos distante da marca em Monza, na Itália, em maio de 2017.

Kipchoge disse que escolheu Viena por ser uma “cidade esportiva”, pelo percurso rápido e por causa do parque Prater. “É um ambiente natural”, disse.

– Estou me sentindo bem. Corri no percurso e é um bom percurso. É plano e muito rápido, e é no parque onde podemos aproveitar o ambiente. Estou pronto para sábado – afirmou.

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