Chile amplia estado de emergência e diz que país está ‘em guerra’

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 10:01, por: CdB

Em meio a intensos protestos, Sebastián Piñera diz que país enfrenta “inimigo poderoso e implacável”. Governo põe milhares de soldados nas ruas de Santiago e outras cidades para conter atos, que já contam dez mortos.

Por Redação, com Reuters – de Santiago 

O governo do Chile ampliará um estado de emergência a cidades do norte e do sul, disse o presidente Sebastián Piñera na noite de domingo, depois que 11 pessoas morreram e 1.462 detidas. em meio a confrontos violentos e incêndios criminosos no final de semana.

Manifestantes protestam em Concepción contra alta do preço dos transportes no Chile
Manifestantes protestam em Concepción contra alta do preço dos transportes no Chile

– Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém, que está disposto a usar a violência e a delinquência sem qualquer limite – afirmou Piñera em um pronunciamento televisionado no final da noite, feito no quartel-general do Exército, em Santiago.

Ele confirmou que o estado de emergência que declarou para Santiago na noite de sábado, e que levou os militares às ruas, será ampliado para o norte e o sul da capital.

Protestos liderados por estudantes contrários a um aumento de tarifa no transporte público começaram duas semanas atrás.

Metrô e trem

Piñera anunciou que os sistemas de metrô e trem de Santiago funcionariam parcialmente nesta segunda-feira, assim como hospitais e algumas escolas e creches, e apelou aos chilenos que se unam e ajudem seus vizinhos a seguir com suas vidas e se manter em segurança.

– Teremos um dia difícil – disse. “Estamos muito cientes de que (os responsáveis pelos distúrbios) têm um grau de organização, logística, típicos de uma organização criminosa”, disse.

– Hoje não é hora de ambiguidades. Peço a todos os meus compatriotas que se unam nesta batalha contra a violência e a delinquência – acrescentou.

O ministro do Interior, Andrés Chadwick, disse em uma coletiva de imprensa realizada em Santiago no início da noite de domingo que a decisão de ampliar o estado de emergência foi tomada em meio a uma “escalada de violência e vandalismo”.

Ele mencionou 70 “incidentes sérios de violência” no domingo, incluindo o saque de 40 supermercados e outros pontos comerciais. Chadwick disse que os efetivos militares e policiais em Santiago estavam em torno de 10,5 mil e que serão reforçados onde necessário.

Santiago e outras cidades chilenas foram assoladas por vários dias de tumultos, além de protestos pacíficos, após o aumento de tarifa no transporte público. A violência levou Piñera a reverter a medida e declarar um estado de emergência.

Chadwick disse que sete pessoas foram mortas em incidentes relacionados aos protestos, sem dar maiores detalhes.

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