China considera compartilhar rede 5G para cortar custos

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Publicado quinta-feira, 22 de agosto de 2019 as 10:54, por: CdB

As três grandes estatais de telecomunicações da China estão correndo para lançar serviços 5G em mais de 50 cidades este ano.

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong/Nova York

A China Telecom informou nesta quinta-feira que está pronta para construir uma rede móvel 5G com suas rivais para reduzir custos, uma proposta que deve cortar pedidos no valor de bilhões de dólares para fornecedores, como a Huawei.

Chinesas de telecomunicação consideram compartilhar rede 5G para cortar custos

As três grandes estatais de telecomunicações da China estão correndo para lançar serviços 5G em mais de 50 cidades este ano, seguindo países como a Coreia do Sul e os Estados Unidos que já iniciaram o serviço que promete sustentar novas tecnologias como a direção autônoma.

Embora a implementação gradual dos serviços 5G globalmente seja um benefício para as fabricantes de equipamentos de telecomunicações, as parcerias das operadoras de telefonia móvel na China, o maior mercado de smartphones do mundo, para construir a rede ameaçam reduzir o tamanho dos gastos gerais com infraestrutura 5G.

A proposta também ocorre no momento em que a Huawei está lutando contra uma proibição comercial de Washington que prejudicou seus negócios desde maio e pode cortar seu acesso a fornecedores essenciais dos EUA.

China Telecom

O presidente da China Telecom, Ke Ruiwen, disse nesta quinta-feira que a empresa chegou a um acordo provisório com a rival China Unicom para construir uma rede 5G na qual compartilharão parte da infraestrutura, depois que a China Unicom manifestou interesse na semana passada.

Sem citar números, Ke disse que isso traria grandes economias em despesas de capital, gastos operacionais, “bem como melhoraria a utilização de recursos.

O presidente da China Unicom, Wang Xiaochu, disse na semana passada que o compartilhamento de rede 5G poderia economizar entre 200 e 270 bilhões de iuanes (US$ 28,2 a US$ 38,1 bilhões). Mas ambas as empresas mantiveram sua orientação de investimento para 2019 inalterada.

Huawei

O Citigroup e o banco francês BNP Paribas estão envolvidos no caso criminal dos EUA contra a diretora-financeira da Huawei, segundo documentos aos quais à agência inglesa de notícias Reuters teve acesso.

Os bancos foram citados em documentos divulgados na terça-feira após uma audiência na Suprema Corte da Colúmbia Britânica, onde a diretora da Huawei, Meng Wanzhou, luta contra a extradição para os EUA por acusações de fraude bancária.

Os bancos estão no grupo de ao menos quatro instituições financeiras que mantinham relações bancárias com a Huawei, quando Meng e outros supostamente os enganaram sobre seus negócios no Irã, apesar das sanções dos EUA.

Dois outros, HSBC e Standard Chartered, foram relatados anteriormente.

Porta-vozes do Citigroup, BNP Paribas, Standard Chartered,e o HSBC se recusaram a comentar, e também um porta-voz de procuradores dos EUA. A Huawei não respondeu de imediato a um pedido de comentar sobre a informação.

Meng, filha do bilionário fundador da Huawei, Ren Zhengfei, foi presa no aeroporto de Vancouver em dezembro por um mandado dos EUA. Seus advogados alegam que ela foi detida ilegalmente.

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