Chuvas ajudam a apagar incêndios na Bolívia

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Publicado segunda-feira, 7 de outubro de 2019 as 13:10, por: CdB

Os incêndios florestais da Bolívia são os maiores em pelo menos duas décadas e provocaram críticas duras contra o governo.

Por Redação, com Reuters – de La Paz

As chuvas intensas que caíram nos últimos dias na região amazônica da Bolívia ajudaram a apagar os incêndios florestais que arderam durante ao menos dois meses e queimaram mais de 4 milhões de hectares, informaram as autoridades nesta segunda-feira.

Bombeiro argentino trabalha para controlar fogo perto de Santa Mônica, na Bolívia
Bombeiro argentino trabalha para controlar fogo perto de Santa Mônica, na Bolívia

A melhoria das condições climáticas se somou aos esforços de contenção dos militares do país para extinguir os últimos incêndios em Chiquitania, que abriga grandes extensões de bosques secos e povos indígenas que vivem ali há centenas de anos.

– Nosso satélite não registra focos de queimada nem incêndios reativados – disse Cinthia Asin, secretária de Meio Ambiente do governo de Santa Cruz, região do leste boliviano onde na sexta-feira milhares de pessoas protestaram contra o que consideram uma reação lenta do governo frente aos incêndios.

O Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia confirmou à agência inglesa de notícias Reuters que não se registrou nenhum foco de calor em Chiquitani, mas advertiu que nos próximos dias se esperam céus pouco nublados e temperaturas altas e que por isso existe risco de incêndios nas terras baixas do país.

Forças Armadas

O comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, disse que não há nenhuma ordem do presidente Evo Morales para retirar os cerca de 5 mil militares que se encontram nas zonas afetadas pelo fogo.

Os incêndios florestais da Bolívia são os maiores em pelo menos duas décadas e provocaram críticas duras contra o governo e seu ímpeto para aumentar a produção de soja e carne para aproveitar a demanda da China.

O governo informou que até o momento desembolsou mais de 20 milhões de dólares para combater o fogo com as maiores aeronaves do mundo, como o Boeing 747 Supertanker, o Ilyushin Il-76 e o Chinook, além de gastos com combustível e equipamento para soldados e bombeiros, entre outros.

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