Chuvas provocam alagamentos e atrasam voos em SP

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Publicado sexta-feira, 5 de julho de 2019 as 11:21, por: CdB

A Marginal Tietê, uma das principais vias da cidade, ficou interditada no trecho sob a Ponte das Bandeiras, na Zona Norte.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

As chuvas que atingem a capital paulista desde a manhã de quinta começaram a causar transtornos partir de madrugada desta sexta-feira. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura, às 9h30 a cidade ainda registrava 20 pontos de alagamento, sendo que três deles impediam o trânsito de veículos e pedestres. A Marginal Tietê, uma das principais vias da cidade, ficou interditada no trecho sob a Ponte das Bandeiras, na Zona Norte.

Chuvas provocam alagamentos e atrasam voos em São Paulo

Os problemas levaram a prefeitura a suspender o rodízio de veículos. Por volta das 10h, a Companhia de Engenharia de Tráfego apontava para 94 quilômetros de ruas e avenidas congestionadas por toda a capital. O maior percentual de lentidão estava na Zona Oeste, com 34% das vias engarrafadas.

O Corpo de Bombeiros teve de atender uma ocorrência de deslizamento em Guarulhos, na região metropolitana. Animais chegaram a ficar soterrados, mas nenhuma pessoa precisou ser socorrida.

Aeroporto

O Aeroporto Internacional de Guarulhos também enfrentou atrasos e cancelamentos acima da média. Desde a meia noite até as 10h de hoje, 32% das partidas (37) aconteceram pelo menos meia hora depois do horário previsto e duas decolagens foram canceladas, em um total de 117 voos. Entre as 138 chegadas, 19% registraram atrasos (25) e sete foram canceladas.

Previsão

A previsão do CGE é que o tempo continue instável ao longo do dia, com garoa e chuvas leves. Como o solo está encharcado pelas chuvas contínuas, ainda há um potencial elevado de alagamentos e deslizamentos de terra. A chegada de uma massa de ar polar deve derrubar as temperaturas que devem alcançar os 11º graus Celsius durante a noite.

Para o sábado, o tempo deve ficar mais seco, porém o frio deve aumentar com temperatura mínima de 6º e máxima de 15º.

Recorde de chuva

O lento deslocamento de uma frente fria sobre o estado de São Paulo provocou chuva de moderada a forte durante várias horas, especialmente na faixa centro-leste e nordeste do estado, área em que fica a capital paulista. A convergência dos ventos quentes e úmidos de noroeste e o ar frio de sul intensificaram a instabilidade sobre a capital.

Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) na estação meteorológica do Mirante de Santana, o acumulado de chuva de 24 horas medido entre às 9h de quinta até às 9h desta sexta-feira foi de 123,6 mm, um recorde absoluto de toda a série histórica para o mês de julho em 76 anos de observação. O maior volume anterior havia sido verificado em 3 de julho de 1976 com 70,8 mm.

Entre quarta e quinta-feira últimas foram registrados 22,4 mm de chuva, sendo que o total acumulado foi de 146 mm, depois de um período de 28 dias sem chuva. Segundo o INMET, a média histórica para o mês de julho (1943-2018) é de 43 mm, ou seja, já choveu mais do que três vezes a média do mês.

Considerando a série absoluta em todos os meses de chuva, o registro de 123,6 mm de chuva em 24 horas foi o quarto maior da série histórica, perdendo apenas para 21/12/1988 com  151,8mm; 140,4 mm em 25/05/2005 e 127,4mm em 12/01/1949.

A chuva, além de contínua, foi bastante homogênea na capital. A estação automática do Inmet, localizada no Sesc-Interlagos, zona sul da capital, registrou um total de 132,2 mm desde o início do evento de chuva que começou na madrugada de quinta-feira (4).

A tendência indica que a chuva deve cessar nas próximas horas, à medida em que uma forte massa de ar polar vai deixar o tempo gelado e mais seco sobre o Estado.

Na capital, as temperaturas mínimas previstas neste final de semana ficam ao redor dos 5°C. Segue em vigor o alerta de onda frio até a próxima segunda-feira.

Na terça-feira, feriado estadual, São Paulo deve registrar mínima de 7°C e máxima de 18°C, sem previsão de chuvas.

Atendimento a pessoas em situação de rua

Após 28 dias sem chuva na capital paulista, a chegada de uma frente fria mudou completamente o tempo em São Paulo. Desde 5 de junho, os dias em São Paulo estavam secos e com baixa umidade do ar. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), na madrugada de quinta-feira, o tempo fechado e chuvoso inibiu a elevação de temperaturas, oscilando em torno de 15ºC, mas a mínima deve ocorrer nesta noite, com cerca de 13ºC. As taxas de umidade estão em acima de 55%.

A previsão para os próximos dias é que as temperaturas caiam ainda mais, com mínima de 11ºC e máxima de 15ºC nesta sexta-feira. “O ar frio polar ingressa e se potencializa com os ventos de sul/sudeste”, aponta o CGE. No sábado, o frio chega com mais força, mas com céu aberto, os termômetros devem registrar valores médios de 6ºC. Segundo o órgão da prefeitura, há expectativa de novo recorde de temperatura mínima em São Paulo.

Acolhimento

Com a chegada do frio, o governo municipal intensificou as ações de atendimento à população de rua. A Operação Baixas Temperaturas fez cerca de 470 mil acolhimentos entre o dia 22 de maio, quando teve início, e 4 julho. Além disso, foram feitos 6.700 atendimentos no período de plantão – noite e madrugada. A equipe plantonista pode ser acionada via Central 156.

A operação, que segue até 20 de setembro, é intensificada sempre que a temperatura atinge patamar igual ou inferior a 13ºC ou sensação térmica equivalente.

De acordo com a prefeitura, os orientadores socioeducativos que atuam nos Serviços Especializados de Abordagem Social fazem as abordagens em pontos estratégicos da cidade, das 8h às 22h, ofertando encaminhamentos para rede de acolhimento e outros serviços da rede socioassistencial. Essa equipe fez 53.844 abordagens desde maio, podendo uma mesma pessoa ser atendida várias vezes, e 23.267 encaminhamentos.

A Secretaria Municipal de Assistência Social tem 148 serviços e aproximadamente 22 mil vagas, sendo 18.411 de acolhimento. Conta ainda com 128 Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, que disponibilizam 2.335 vagas. Durante a operação, foram criadas 260 vagas emergenciais para população em condição de rua e 20 para crianças e adolescentes.

 

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