Cidade Proibida de Pequim será fechada a turistas

Arquivado em: Ásia, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 23 de janeiro de 2020 as 14:08, por: CdB

O Museu do Palácio de Pequim, também conhecido como Cidade Proibida, será fechado para turistas a partir deste sábado, enquanto a China combate um surto de coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

O Museu do Palácio de Pequim, também conhecido como Cidade Proibida, será fechado para turistas a partir deste sábado, enquanto a China combate um surto de coronavírus, informou o jornal Diário do Povo nesta quinta-feira.

Mulher usa máscara de proteção na Praça da Paz Celestial, em Pequim
Mulher usa máscara de proteção na Praça da Paz Celestial, em Pequim

A reabertura da atração turística mais famosa da capital está pendente de aviso, acrescentou o jornal.

Comércio exótico de animais selvagens

Um novo coronavírus que se espalha a partir da cidade chinesa de Wuhan colocou em evidência o pouco regulamentado comércio de animais selvagens da China – impulsionado pela demanda incansável por iguarias e ingredientes exóticos para a medicina tradicional.

Os mercados chineses, onde animais selvagens e caçados muitas vezes de maneira ilegal ficam juntos, foram apontados como um terreno fértil para doenças e uma incubadora onde diversos vírus se desenvolvem e rompem a barreira das espécies para os seres humanos.

Mais de 500 pessoas foram infectadas pelo novo vírus semelhante à gripe que, segundo as autoridades, emergiu de animais silvestres comercializados ilegalmente em um mercado de frutos do mar na cidade central da China. O número de mortos chegou a 17 e deve aumentar.

– A origem do novo coronavírus é a vida selvagem vendida ilegalmente em um mercado de frutos do mar de Wuhan –disse Gao Fu, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China.

Pesquisas

Pesquisas preliminares sugeriram que, no estágio mais recente de sua evolução, o vírus de Wuhan foi transmitido aos seres humanos por cobras. Mas o consultor médico do governo chinês Zhong Nanshan também identificou texugos e ratos como possíveis fontes.

Conservacionistas e especialistas em saúde há muito denunciam o comércio de animais selvagens por seu impacto na biodiversidade e pelo potencial de disseminação de doenças nos mercados.

– A parte do bem-estar animal é óbvia, mas muito mais oculta é o acúmulo e a mistura de todas essas espécies em uma área muito pequena, com secreções e urina juntas – disse Christian Walzer, diretor executivo da Wildlife Conservation Society em Nova York.

Os mercados úmidos da China já foram responsabilizados por surtos de outras doenças infecciosas na China e no sudeste da Ásia, incluindo o vírus responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou quase 800 pessoas em todo o mundo em 2003.

Vírus

– A outra coisa que se deve considerar é que esses animais estão estressados ​​demais nessas gaiolas, de modo que seus sistemas imunológicos falham muito rapidamente – disse Walzer. “É um sistema perfeito, não poderia ser melhor”, declarou Walzer sobre a propensão do mercado a gerar vírus.

Fotografias tiradas no mercado de Wuhan antes de ser fechado no final do ano passado mostraram gaiolas cheias de cobras, porcos-espinhos e raposas. A mídia disse que cerca de 50 tipos de animais selvagens estavam à venda no mercado, incluindo pangolins em extinção.

Desde o início do surto, as autoridades de Wuhan e de outros lugares fecharam mercados, zoológicos e parques florestais, suspenderam o comércio de aves vivas e o comércio e transporte de animais silvestres, embora moradores de algumas áreas tenham dito que as medidas parecem ser amplamente simbólicas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *