Cientistas estudam proteínas do Sars-CoV2 no laboratório Sirius

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Publicado quarta-feira, 16 de setembro de 2020 as 10:05, por: CdB

A maior e mais complexa infraestrutura científica do país, o Sirius, acelerador síncroton do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), está sendo utilizado por pesquisadores desde o início de setembro para estudar cristais de proteínas do novo coronavírus.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

A maior e mais complexa infraestrutura científica do país, o Sirius, acelerador síncroton do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), está sendo utilizado por pesquisadores desde o início de setembro para estudar cristais de proteínas do novo coronavírus.

Ideia é criar medicamentos para inibir atividades do novo coronavírus
Ideia é criar medicamentos para inibir atividades do novo coronavírus

Uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) está analisando mais de 200 amostras de cristais de proteínas de Sars-Cov-2, buscando, com o acelerador de partículas, elucidar as estruturas moleculares fundamentais para o ciclo de vida do vírus.

De acordo com o centro, o objetivo dos pesquisadores da universidade é conseguir compreender os mecanismos de ligação dessas proteínas a substâncias que podem inibir suas atividades, interferindo no ciclo de vida do vírus, o que possibilitaria a criação de novos medicamentos antivirais de ação direta.

– Para buscarmos ligantes que podem se conectar às proteínas do vírus, inibindo a sua atividade, precisamos de uma fonte de luz síncrotron. Neste sentido, o Sirius passa a ser um salto quântico para a comunidade de cristalografia brasileira – disse o coordenador da pesquisa, o professor Glaucius Oliva.

Segundo o centro de pesquisa, os dados coletados no Sirius possibilitam aos pesquisadores identificar o posicionamento de cada átomo da proteína e assim verificar em quais pontos exatos ocorrem a ligação a outras substâncias.

Dentre as proteínas estudadas pela USP, está a endoribonuclease viral NSP-15, que tem funções ainda não totalmente compreendidas pelos cientistas. A principal hipótese é que ela seja usada pelo novo coronavírus para driblar o sistema imune das células. Também estão sendo estudadas as proteínas NSP-3 e NSP-5, ambas com importante papel na replicação e transcrição do material genético do vírus.

Anvisa amplia número de voluntários

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou ampliar para 10 mil pessoas o número de participantes dos testes com a vacina de Oxford no Brasil. Inicialmente os testes no país previam a participação de 5 mil pessoas. 

A vacina recebeu este nome por ser desenvolvida em um consórcio com pesquisadores da universidade inglesa de Oxford. O laboratório por trás dos testes é o também britânico AstraZeneca.

Além do acordo para aquisição e fabricação do imunizante no país, o Brasil é uma das nações onde os testes estão sendo realizados. A instituição responsável por conduzir as análises com voluntários brasileiros é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Até o momento, os testes eram realizados em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. Com a ampliação do número de participantes, o imunizante será testado também no Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte.

A agência reguladora permitiu também que o consórcio amplie a faixa etária dos participantes do ensaio clínico. Com isso, serão incluídos entre o rol de voluntários pessoas com idades acima de 69 anos.

Acordo

O governo federal fechou um acordo para a aquisição de insumos visando a fabricação da vacina no Brasil. Pelo plano inicialmente adotado, seriam adquiridos princípios ativos para 30 milhões de doses até o início do ano que vem e a transferência de tecnologia para a fabricação pela Fundação Oswaldo Cruz de mais 70 milhões de unidades do imunizante no ano que vem.

Há uma semana, o laboratório AstraZeneca suspendeu os testes com a vacina, em razão de reações adversas em um voluntário na Inglaterra. No sábado, a Autoridade Sanitária do Reino Unido autorizou a retomada dos testes e ontem o estudo recomeçou também no Brasil.

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