Ciro Gomes critica acordo entre Mercosul e a União Europeia

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Publicado segunda-feira, 1 de julho de 2019 as 14:23, por: CdB

“Não sejamos abestados, como diria Tiririca: a taxa de juros que financia o industrial europeu é menor que um sexto daquela que financia o industrial brasileiro, a sofisticação tecnológica media do produto europeu é, pelo menos, três gerações na frente do produto industrial brasileiro médio”, afirmou Ciro Gomes.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O ex-ministro Ciro Gomes, candidato do PDT na eleição presidencial de 2018, afirmou que por causa do acordo entre União Europeia e Mercosul, as indústrias argentina e brasileira podem sofrer tempos difíceis com a entrada de produtos industrializados da Europa no Brasil. De acordo com pedetista, a taxa de juros que financia a indústria lá é menor “que um sexto daquela que financia o industrial brasileiro”. Ele cita  a “sofisticação tecnológica” do produto europeu frente ao brasileiro.

Ciro falou aos eleitores em entrevista à Rede Globo, durante o jornal da noite
Ciro Gomes aponta riscos no acordo entre a América Latina e a União Europeia

“Não sejamos abestados, como diria Tiririca: a taxa de juros que financia o industrial europeu é menor que um sexto daquela que financia o industrial brasileiro, a sofisticação tecnológica media do produto europeu é, pelo menos, três gerações na frente do produto industrial brasileiro médio, a indústria europeia compete com larga escala em sua oferta, no Brasil, 7 em cada 10 empregos são oferecidos por pequenas empresas”, diz ele em artigo publicado nas mídias sociais.

“Juntem-se os problemas de logística, de produtividade, de barafunda tributária, de manipulação populista da taxa de cambio em favor do consumismo e, é possível entender porque, sob o ponto de vista industrial este acordo – precisamos lê-lo – pode ser devastador para o Brasil: o buraco em nossa conta com o estrangeiro em manufaturados, quando crescemos pífios 2% chega a mais de U$ 120 bilhões de dólares em apenas um ano! Pegue tudo isto e multiplique por 100 e teremos uma pista para a devastação que liquidará os últimos suspiros de uma indústria Argentina”, conclui.

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