Ciro Gomes se diz de esquerda e acredita que Kátia Abreu, de ultradireita, o complementa

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Publicado terça-feira, 28 de agosto de 2018 as 16:38, por: CdB

O candidato foi questionado por ter escolhido a senadora, que foi frequentemente criticada por suas posições favoráveis ao agronegócio e contrárias a algumas pautas da esquerda, com que Ciro teria tentado se aliar.

 

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro

 

Candidato do PDT à Presidência da República, o ex-governador Ciro Gomes saiu em defesa, durante entrevista à Rede Globo de Televisão, na noite passada, do convite à senadora Kátia Abreu (PDT-TO) para ser vice na chapa dele. Disse que Abreu o complementa.

— A Kátia Abreu vem não porque é igual a mim, mas porque é diferente. É mulher, séria, trabalhadora, vem de uma vida linda — afirmou.

Agronegócio

Ciro falou aos eleitores em entrevista à Rede Globo, durante o jornal da noite
Ciro falou aos eleitores em entrevista à Rede Globo, durante o jornal da noite

Ele chegou a comparar sua chapa à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de José Alencar, que era empresário.

— Isso é a realidade brasileira. Precisamos encerrar essa luta odienta que está se transformando em violência entre coxinhas e mortadelas. O Brasil não aguenta mais isso — afirmou.

O candidato foi questionado por ter escolhido a senadora, que foi frequentemente criticada por suas posições favoráveis ao agronegócio e contrárias a algumas pautas da esquerda, com que Ciro teria tentado se aliar.

Embora diga ser de esquerda, no entanto, Gomes negou que tivesse tentado unir a esquerda.

— Eu nunca me apresentei assim — disse.

‘Confiança cega’

Gomes voltou a defender Carlos Lupi, presidente de seu partido, e afirmou que tem “confiança cega” nele. Confrontado com a informação de que Lupi seria réu em uma ação no Distrito Federal, o candidato mostrou surpresa.

— Ainda não escolhi ninguém como ministro. Mas eu tenho convicção de que ele é um homem de bem. Ele não é réu. A informação que eu tenho é de que ele não responde a inquérito nenhum. Não ofereci nada a ninguém. Mas ele tem minha confiança cega — retrucou.

Lupi é acusado de improbidade administrativa em uma ação que remonta a 2012, quando era ministro do Trabalho no governo de Dilma Rousseff. O ex-ministro é acusado de ter viajado em um avião fretado e pago por Adair Antônio de Freitas Meira, dirigente de uma ONG que teria recebido benefícios do Ministério do Trabalho.

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