Ciro tenta ganhar o centro e garante ser o candidato mais equilibrado

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Publicado segunda-feira, 17 de setembro de 2018 as 16:31, por: CdB

Ciro Gomes coloca o surgimento de Bolsonaro como candidato como resultado de uma “confrontação violenta” que surgiu entre oposição e governo; quando o PSDB não reconheceu o resultado eleitoral de 2014 depois de ter perdido a eleição para Dilma Rousseff.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O pedetista Ciro Gomes tenta se colocar como uma alternativa “aos extremos” representados pelo candidato do PT, Fernando Haddad, e pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e afirmou nesta segunda-feira que é preciso “dar um tempo para os extremos”.

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— O que estou falando é exatamente isso, de a gente dar um tempo para os extremos, separar os extremos, dar uma oportunidade para quem tem capacidade de dialogar, de botar a bola no meio de campo. Tem muita canelada, não é possível que a gente não se reúna como nação em torno das coisas graves — disse Ciro Gomes.

‘General jumento’

O ex-governador do Ceará falou, na manhã desta segunda-feira, à rádio Bandeirantes de São Paulo.

— Construir um caminho entre essa polarização é muito difícil, é serviço pesado — acrescentou.

Gomes coloca o surgimento de Bolsonaro como candidato como resultado de uma “confrontação violenta” que surgiu entre oposição e governo quando o PSDB não reconheceu o resultado eleitoral de 2014 depois de ter perdido a eleição para Dilma Rousseff.

— Essa confrontação violenta produziu Bolsonaro. Bolsonaro representa um protesto, uma indignação, que eu considero respeitável. Mas a proposta que ele, com Paulo Guedes, com esse general jumento de carga que ele escolheu para vice, que está explicitamente propondo um golpe de Estado — disse.

Golpe de Estado

Segundo Ciro Gomes, a intenção do grupo que conduz a campanha do representante neofascista é aprofundar o golpe de Estado, em curso no país.

— Eu vou dar de tudo que eu tiver, que eu puder dar para ajudar o povo brasileiro de não cair nesse precipício de nos obrigar a escolher os extremos. Nós temos que sair pelo caminho do diálogo, da possibilidade do diálogo para conversar com os brasileiros todos depois da eleição para consertar a situação, que não é fácil — concluiu.

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