CNI: massa salarial e emprego na indústria recuam nos últimos meses

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Publicado sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 as 16:23, por: CdB

Segundo a CNI, o faturamento, o emprego e as horas trabalhadas na produção também tendem a fechar o ano com pequenas quedas na comparação com a média de 2018. O nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira, contudo, subiu para 78,2% em novembro de 2019, na série dessazonalizada (ajustada para o período).

 

Por Redação – de Brasília

 

A massa real de salários caiu 0,1% e o rendimento médio do trabalhador recuou 0,3% em novembro frente a outubro, na série livre de influências sazonais. Os dois indicadores da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados nesta sexta-feira, registram as maiores retrações no acumulado do ano. De janeiro a novembro de 2019, a massa real de salários diminuiu 1,5% e o rendimento médio real do trabalhador teve queda de 1,3%.

Pesquisa mostra que a massa salarial dos trabalhadores caiu nos últimos meses de 2019

Segundo a CNI, o faturamento, o emprego e as horas trabalhadas na produção também tendem a fechar o ano com pequenas quedas na comparação com a média de 2018. O nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira, contudo, subiu para 78,2% em novembro de 2019, na série dessazonalizada (ajustada para o período). Com o aumento de 0,3 ponto percentual em relação a outubro, o indicador atingiu o maior nível desde agosto de 2018.

Faturamento

De acordo com a Confederação, a utilização da capacidade instalada deve fechar 2019 com resultado positivo, apesar do ritmo de crescimento da indústria “frustrante”, especialmente no início de 2019. A expectativa do setor é que a indústria inicie 2020 mantendo a tendência de recuperação do segundo semestre.

Os Indicadores Industriais mostram que, depois de cinco altas consecutivas, o faturamento real do setor caiu 0,6% em novembro frente a outubro, nos dados dessazonalizados. De acordo com a CNI, a queda é bem inferior ao crescimento acumulado nos cinco meses anteriores, de 4,3%.

Ou seja, o resultado não representa uma reversão da recuperação dos últimos meses, mas, possivelmente, uma acomodação no ritmo de crescimento. No acumulado de janeiro a novembro, o faturamento registra queda de 0,9%.

Pelo segundo mês consecutivo, as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis em relação ao mês anterior na série dessazonalizada. No acumulado de janeiro a novembro frente ao mesmo período de 2018, recuaram 0,4%. O emprego também permaneceu estável em novembro em relação a outubro e, no acumulado de janeiro a novembro, apresentou queda de 0,3% na comparação como o mesmo período de 2018.

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