Colômbia diz que busca acordos com líderes de protesto

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Publicado terça-feira, 21 de janeiro de 2020 as 14:30, por: CdB

Os líderes dos protestos, que começaram em 21 de novembro, apresentaram inicialmente 13 demandas com uma ampla gama de questões econômicas e sociais.

Por Redação, com Reuters – de Bogotá

O governo da Colômbia está disposto a discutir os problemas do país com os líderes de protestos contra as políticas do presidente Iván Duque para encontrar soluções, mas não negociará demandas impossíveis de cumprir e inconstitucionais, disse uma autoridade do governo.

Manifestantes protestam em Bogotá em dezembro
Manifestantes protestam em Bogotá em dezembro

O diretor do Departamento Administrativo da Presidência, Diego Molano, fez o comentário horas antes de sindicatos e organizações estudantis recomeçarem, nesta terça-feira, as manifestações e passeatas contra as políticas econômicas e sociais do governo.

Os líderes

Os líderes dos protestos, que começaram em 21 de novembro, apresentaram inicialmente 13 demandas com uma ampla gama de questões econômicas e sociais, além de ações para frear os assassinatos de ativistas sociais, a implementação de acordo de paz com a guerrilha desmobilizada Farc e a dissolução de um esquadrão de choque da polícia.

Mas em meados de dezembro, antes do início de uma pausa nos protestos para as celebrações de Natal e Ano Novo, eles expandiram suas demandas para 104 pontos, que “falam do divino e do humano”, e envolvem temas econômicos, fiscais, de comércio e meio ambiente, segundo Molano.

– Verificou-se que algumas solicitações, um número importante, são inconstitucionais e não correspondem a funções do Executivo, outras não estão na agenda do governo porque pertencem a um novo modelo político, econômico e correspondem mais a mudanças estruturais do Estado colombiano ou são inviáveis fiscalmente – disse Molano em entrevista por telefone à agência inglesa de notícias Reuters na noite de segunda-feira.

O diretor, apontado por Duque como coordenador de uma conversa nacional para ouvir as demandas de diferentes setores, revelou que a exigência para que a empresa de petróleo Ecopetrol seja de propriedade exclusiva do Estado e se excluam acionistas privados custaria US$ 4,5 bilhões.

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