Colômbia culpa dissidentes militantes por morte de candidata a prefeita

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Publicado terça-feira, 3 de setembro de 2019 as 13:15, por: CdB

O homicídio foi o primeiro de uma candidata das eleições locais e regionais de outubro, e ocorreu dias depois de alguns ex-membros destacados do grupo rebelde anunciarem que estão se rearmando.

Por Redação, com Reuters – de Bogotá

Uma candidata a prefeitura do sudoeste da Colômbia foi assassinada, juntamente com cinco outras pessoas, em um ataque provavelmente cometido por dissidentes do grupo guerrilheiro desmobilizado Farc, disse o governo colombiano na segunda-feira.

Mulher pendura bandeira da Colômbia ao lado de bandeira do partido político Farc em campo de reintegração em Pondores

O homicídio foi o primeiro de uma candidata das eleições locais e regionais de outubro, e ocorreu dias depois de alguns ex-membros destacados do grupo rebelde anunciarem que estão se rearmando.

Um veículo que transportava Karina García, candidata do Partido Liberal à prefeitura do município de Suárez, na província de Cauca, e as outras vítimas foi atingido por tiros enquanto percorria uma rodovia da região montanhosa, e em seguida foi incendiado.

As outras cinco vítimas são a mãe de Karina, três ativistas locais e um candidato a um conselho municipal.

Produção de drogas

A área abriga uma produção de drogas considerável e rotas do tráfico, e sabe-se que dissidentes que rejeitam o acordo de paz de 2016 entre o governo e as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) operam na região.

– Com tristeza, mencionamos a candidata do Partido Liberal, está confirmado que o pseudônimo Mayinbu, que é líder de um grupo dissidente das Farc… é responsável – disse o comissário da paz, Miguel Ceballos, a repórteres.

– Presumimos que ele é responsável, por causa de sua influência na área, por este crime atroz.

Em um comunicado, o Ministério da Defesa ofereceu uma recompensa de quase US$ 44 mil por informações que levem à captura de dois líderes dissidentes na província.

Nem Ceballos nem o ministério deram detalhes sobre provas de que os dissidentes são os responsáveis.

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