Comércio sofre impacto direto da covid-19, com queda recorde

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Publicado quarta-feira, 6 de maio de 2020 as 15:03, por: CdB

Na avaliação do economista da ACSP Marcel Solimeo, as empresas de menor porte são as que têm tido mais dificuldades para resistir à adversidade. A maioria delas, diz ele, não dispõe de plataformas online para manter o comércio funcionando enquanto vigoram as medidas de quarentena.

Por Redação – de São Paulo

O comércio paulistano encerrou o mês de abril com queda de 62,8% no volume de vendas, em relação a abril de 2019, número explicado pelo contexto da pandemia de covid-19. De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas a prazo caíram 56,5% e as pagas à vista, 69%. Na comparação com abril de 2019, os recuos foram, respectivamente, de 51,8%, 39,9% e 63,7%.  

Os municípios de Jundiaí e São José dos Campos, no interior paulista, vão flexibilizar as restrições de funcionamento do comércio
O funcionamento do comércio, em alguns municípios, foi quase que totalmente interrompido

Na avaliação do economista da ACSP Marcel Solimeo, as empresas de menor porte são as que têm tido mais dificuldades para resistir à adversidade. A maioria delas, diz ele, não dispõe de plataformas online para manter o comércio funcionando enquanto vigoram as medidas de quarentena.

Dia das Mães

Em nota, a organização destaca que recorreu, em articulação com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), ao governador de São Paulo, João Doria, e ao prefeito da capital, Bruno Covas, pedindo a reabertura parcial do comércio a partir de 1º de maio. O plano era aproveitar o Dia das Mães para fechar vendas.

Em âmbito nacional, o setor deixou de faturar R$ 86,4 bilhões. A CNC acrescenta que cerca de 80% dos estabelecimentos comerciais foram fechados a partir da segunda quinzena de março, em cumprimento a decretos estaduais e municipais.

Apesar de entidades representativas dos comerciantes defenderem a reabertura de lojas, pode ser que as atividades não essenciais, nas quais se enquadram, demorem para voltar ao normal na capital paulista.

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