Comitês creem que Tóquio-2020 resolverá problemas de calor e qualidade da água

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Publicado terça-feira, 20 de agosto de 2019 as 13:05, por: CdB

Temperaturas em elevação mataram pelo menos 57 pessoas em todo o Japão desde o final de julho, enfatizando o possível risco à saúde de atletas e torcedores.

Por Redação, com Reuters e ABr – de Tóquio/Lima

Preocupações com o calor intenso e a qualidade da água atormentaram os organizadores da Tóquio-2020 nas últimas semanas, mas delegados presentes a um seminário de chefes de missão realizado nesta terça-feira disseram ter confiança de que os anfitriões encontrarão soluções antes da Olimpíada do ano que vem.

Mulher usando quimono passa por anéis olímpicos em Tóquio

A visita de três dias dos Comitês Nacionais Olímpicos (CONs), que inclui uma atualização de progresso e uma turnê dos locais de competição, ocorre depois de eventos de teste ressaltarem problemas em potencial para os Jogos, que começam no dia 24 de julho de 2020.

Temperaturas

Temperaturas em elevação mataram pelo menos 57 pessoas em todo o Japão desde o final de julho, enfatizando o possível risco à saúde de atletas e torcedores.

No evento de teste do triatlo da semana passada, a entidade organizadora do esporte reduziu a distância do trecho de corrida da prova feminina devido à preocupação com o calor.

O trecho de natação do paratriatlo de sábado foi cancelado devido à descoberta de níveis altos de bactéria E.coli nas águas da Baía de Tóquio.

Mas o chefe de missão, Pieter van den Hoogenband, holandês dono de três medalhas de ouro olímpicas de natação, disse que os comitês nacionais confiam na capacidade da Tóquio-2020 para superar as dificuldades.

– É claro que sabemos que existem alguns problemas com o calor, mas no geral, para todas as várias equipes, estas são as circunstâncias e temos que lidar com elas – disse Van den Hoogenbrand, que representou os CONs durante uma visita ao Estádio Olímpico nesta terça-feira.

– Atletas de ponta sabem que têm que competir em qualquer circunstância.

Judô brasileiro

Falta menos de uma semana. Na próxima sexta-feira, começam os Jogos Parapan-Americanos de Lima. E uma modalidade na qual o Brasil tem a expectativa de conquistar muitas medalhas é o judô. Nesta edição, o Brasil levará para a disputa 13 atletas dessa modalidade.

Além de um retrospecto positivo em outras edições do evento. A seleção brasileira realizou muitas fases de treinamento no decorrer de 2019, oportunidades nas quais reforçou a preparação e o intercâmbio entre novos valores e atletas mais experientes.

Um exemplo de jovem atleta beneficiado pelo contato com mais experientes é Giulia dos Santos. Segundo ela, o contato com colegas de quimono como Alana Maldonado e Ana Lúcia é especial:

– Trocamos experiência de vida principalmente, pois ficamos muito tempo juntos. Então acabamos nos tornando amigos para a vida. Me ajudaram desde o começo. Isso é uma experiência incrível.

Esperança de medalha

Já entre os atletas mais experientes, o grande destaque é Antônio Tenório. O judoca de 48 anos participou das 3 edições do Parapan em que o judô esteve. E o brasileiro sempre foi ao pódio, com um ouro em 2007, uma prata em 2011 e um bronze em 2015.

E a expectativa para a atual edição do evento não é diferente, mesmo esperando dificuldades: “A gente espera cruzar com Estados Unidos. Já Cuba não sei se vai participar, mas se participar vem com bons judocas. São nossos dois maiores adversários. E eu pretendo estar entre os primeiros no pódio”.

Poucas adaptações

O judô paralímpico tem poucas adaptações. Todos os atletas possuem alguma deficiência visual. Eles são classificados em B1, B2 e B3. A sigla B1 significa o atleta cego total. Os atletas B2 percebem vultos. E os judocas B3 conseguem definir imagens.

Mas, apesar da classificação pela deficiência, a divisão das disputas é por peso, igual ao judô convencional. Durante a luta os atletas começam com a pegada já feita. E sempre que eles se separam o combate é paralisado.

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