Consumidor espera inflação mais baixa nos próximos 12 meses

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Publicado quarta-feira, 23 de outubro de 2019 as 12:36, por: CdB

A pesquisa da FGV mostra que 43,2% dos consumidores acreditam que a inflação nos próximos 12 meses ficará entre 2,75% e 4,25%.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Os consumidores esperam uma inflação de 4,9% para os próximos 12 meses. O índice divulgado, nesta quarta-feira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) recuou 0,8 ponto percentual em relação a outubro de 2018.Segundo a FGV, o percentual ficou muito próximo do registrado em julho de 2007: 4,8%.

Quem tem renda familiar até R$ 2,1 mil acredita que a inflação será de 5,9% nos próximos 12 meses
Quem tem renda familiar até R$ 2,1 mil acredita que a inflação será de 5,9% nos próximos 12 meses

A pesquisa da FGV mostra que 43,2% dos consumidores acreditam que a inflação nos próximos 12 meses ficará entre 2,75% e 4,25%. Ao mesmo tempo, 31,9% esperam um aumento nos preços acima dos 5,75%.

Quem tem renda familiar até R$ 2,1 mil acredita que a inflação será de 5,9% nos próximos 12 meses. Já os consumidores na faixa acima dos R$ 9,6 mil mensais esperam 4%.

Na terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou Índice que Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,09% em outubro, mesmo percentual registrado em setembro.

De acordo com o IBGE, este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando a taxa foi de 0,01%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,69% e, em 12 meses, de 2,72%, abaixo dos 3,22% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2018, a taxa foi de 0,58%.

Segundo o Instituto, o grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação, 0,85%, e o maior impacto, 0,10 ponto percentual (p.p.), entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. A segunda maior variação positiva ficou com os Transportes (0,35%), que contribuíram com 0,06 p.p. no índice do mês.

Após a alta de 0,09% em setembro, o grupo Saúde e cuidados pessoais acelerou para 0,85% em outubro, especialmente por conta da alta observada nos itens de higiene pessoal (2,35%), maior impacto individual no índice do mês (0,06 p.p.). Além disso, os produtos farmacêuticos, que haviam apresentado queda no mês anterior (-0,23%), passaram para alta de 0,54%, contribuindo com 0,02 p.p. no resultado de outubro.

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