Coreia do Sul enfrenta segunda onda de coronavírus

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Publicado segunda-feira, 22 de junho de 2020 as 13:02, por: CdB

Autoridades de saúde da Coreia do Sul afirmaram pela primeira vez nesta segunda-feira que o país enfrenta uma segunda onda de novas infecções por coronavírus decorrentes de um feriado em maio, com um dezenas de casos confirmados.

Por Redação, com Reuters – de Seul/Pequim

Autoridades de saúde da Coreia do Sul afirmaram pela primeira vez nesta segunda-feira que o país enfrenta uma segunda onda de novas infecções por coronavírus decorrentes de um feriado em maio, com um dezenas de casos confirmados.

Pessoas aguardam em fila com distanciamento social para comprar ingressos para teatro em Seul
Pessoas aguardam em fila com distanciamento social para comprar ingressos para teatro em Seul

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul (KCDC) havia informado anteriormente que a primeira onda no país nunca havia realmente terminado.

No entanto, a diretora do KCDC, Jeong Eun-kyeong, disse nesta segunda-feira que ficou claro que um feriado no início de maio marcou o princípio de uma nova onda de infecções concentradas principalmente na região de Seul, que vinha registrando poucos casos.

Casos de coronavírus de Pequim

A capital da China verá os casos novos de um surto recente de coronavírus “despencarem” até o final desta semana graças aos esforços em andamento para interromper as cadeias de transmissão, disse um especialista em controle de doenças.

A cidade de mais de 20 milhões de habitantes relatou seu primeiro caso de um novo foco de infecções, ligado a um grande centro atacadista de alimentos, no dia 11 de junho.

No total, 236 pessoas foram infectadas no pior surto em Pequim desde que o novo coronavírus foi identificado em um mercado de frutos do mar da cidade central de Wuhan no final do ano passado.

Pequim noticiou nesta segunda-feira que nove casos novos foram confirmados no dia anterior, bem menos do que os 22 do dia prévio.

– Se você controla a fonte, e interrompe a cadeia de transmissão, o número despencará – disse Wu Hao, especialista em controle de doenças da Comissão Nacional de Saúde, à televisão estatal em uma entrevista exibida na noite de domingo.

As vidas de milhões de cidadãos de Pequim foram transtornadas pelo ressurgimento da doença nos últimos 11 dias, e alguns temem que um isolamento da cidade seja iminente.

Isolamento

Mas Wu disse que Pequim não caminha para um isolamento “como uma enchente”, ao contrário de esforços anteriores feitos em Wuhan, quando se sabia pouco sobre o vírus, acrescentando que as táticas de isolamento foram mais direcionadas desta vez.

Para controlar a disseminação do vírus, Pequim designou quatro bairros como de alto risco e 39 como de médio risco até esta segunda-feira.

As pessoas podem entrar e sair dos bairros de médio risco se submetendo a medições de temperatura e registros, mas blocos de apartamentos com dois casos confirmados ou mais são totalmente isolados.

Nos bairros de alto risco, todo um condomínio residencial é interditado caso tenha havido sequer uma infecção.

Para identificar os hospedeiros, Pequim vem examinando pessoas que considera pertencerem a grupos de alto risco, como funcionários de restaurantes e entregadores de comida e embalagens.

Moradores de alguns bairros de baixo risco também foram examinados. Até sábado, cerca de 2,3 milhões de cidadãos de Pequim haviam passado por exames.

Embora as pessoas estejam preocupadas, a maioria está resignada à necessidade de ficar alerta durante algum tempo.

– Temos que conviver com o vírus no longo prazo até uma vacina estar acessível – disse Bill Yuan, técnico de tecnologia da informação de 28 anos.

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