Craque do Liverpool combate o racismo com ajuda aos pobres e renúncia ao luxo

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Publicado domingo, 20 de outubro de 2019 as 16:18, por: CdB

Para Sadío, é mais recompensador fazer ações sociais em seu país e buscar propor soluções para combater a fome e a miséria presentes em seu país.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Londres

 

Reverenciado por seu talento, em campo, e atacado por neofascistas e racistas, nas arquibancadas, o atacante do Liverpool Sadío Mané, nascido no Senegal, destoa dos jogadores que faturam alto no mundo do futebol. Para o atleta, é mais importante atuar socialmente do que gastar fortunas com itens de alto luxo.

— Para que quero 10 Ferraris, 20 relógios com diamante e dois aviões? O que faria isso pelo mundo? Eu passei fome, trabalhei no campo, joguei descalço e não fui ao colégio. Hoje posso ajudar as pessoas. Prefiro construir escolas e dar comida ou roupa às pessoas pobres — disse o atacante do Liverpool em recente entrevista à rede senegalesa de TV Teledakar.

O atacante Sadío Mané, do Liverpool, responde com humildade às agressões neofascistas nos estádios de futebol
O atacante Sadío Mané, do Liverpool, responde com humildade às agressões neofascistas nos estádios de futebol

Para Sadío, é mais recompensador fazer ações sociais em seu país e buscar propor soluções para combater a fome e a miséria presentes em seu país. Seus principais focos são renda e educação.

— Construí escolas, um estádio, proporcionamos roupa, sapatos e alimentos para pessoas em extrema pobreza — acrescentou.

Racismo

O jogador também faz doações para uma comunidade do país africano.

— Doo 70 euros por mês a todas as pessoas em uma região muito pobre de Senegal para contribuir com sua economia familiar — afirmou.

Técnico de Mané no Liverpool, o treinador Jurgen Klopp, ao lado de outros técnicos da Premier League, principal campeonato da Inglaterra, elogia o atacante e faz um discurso contra o racismo no futebol. Após repetidos casos de injúria racial na liga inglesa, treinadores como Klopp, Pep Guardiola, Maurizio Sarri e  Maurizio Pochettino ameaçaram abandonar partidas e retirar seus times de campo.

— O problema não é sobre o futebol em si, é a sociedade, o que está acontecendo na sociedade. A extrema direita está avançando e a mensagem que eles usam para ganhar votos, eleições, não nos deixa seguros. Não é um problema do futebol, é a própria sociedade — afirmou Pep Guardiola, técnico do Manchester City.

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