Crise: Major Olímpio pede a saída de Flávio Bolsonaro do PSL

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Publicado segunda-feira, 16 de setembro de 2019 as 15:11, por: CdB

Segundo Olímpio, o pedido se deve ao fato dele “trazer vergonha” ao não assinar o requerimento de criação da CPI da Lava Toga.

Por Redação, com Brasil 247 e Agências de Notícias – de Brasília

Radicais de extrema-direita no Brasil esquentam ainda mais a guerra bolsonarista. O senador Major Olímpio, líder do governo no Senado, já pensa em pedir a saída de Flávio Bolsonaro, filho do “chefe”, do partido. Ao diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, Olímpio disse que “quem tem que cair fora do PSL é o Flávio, não a senadora Juíza Selma”.

Em vídeo divulgado em agosto o filho nº 2 de Jair Bolsonaro disse o motivo de não assinar a CPI

Segundo Olímpio, a saída de Flávio Bolsonaro da legenda se deve ao fato dele “trazer vergonha” ao não assinar o requerimento de criação da CPI da Lava Toga. “Nós que representamos a bandeira anticorrupção do Presidente. Eu tentei convencê-la (senadora Juíza Selma, que após ser agredida por Flávio Boslonaro está deixando o PSL para se filiar ao Podemos) a ficar e resistir conosco. Quem tem que cair fora do PSL é o Flávio, não ela. Gostaria que ele saísse hoje mesmo”, afirmou ao diário.

Apesar de defender a saída de Flávio Bolsonaro do partido, o Major Olímpio descartou a possibilidade de ingressar com uma representação no Conselho de Ética pelo fato dele não ter transgredido nenhuma das normas do partido. Para ele, o que o filho do presidente fez ao partido foi “só trazer muita vergonha a nós (partido)”.

Outro que expôs o racha interno no partido, o deputado federal Alexandre Frota foi expulso do PSL e se filiou ao PSDB. Frota, ex-integrante das hostes bolsonaristas na Câmara, saiu atirando contra a direção da legenda e o próprio Jair Bolsonaro, a quem chamou de “hipócrita”.

Até mesmo o Movimento Brasil Livre (MBL), ligado à extrema direita e que foi criado para fortalecer o golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma Rousseff em 2016, já demonstrou sua insatisfação com o atual ocupante do palácio do Planalto.

Para o deputado federal Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL, o movimento errou ao “não criticar o Bolsonaro antes”. Em uma das rusgas mais recentes, Kataguiri disse que a “boiada está defendendo o patrimonialismo do presidente” ao apoiar a indicação do subprocurador Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República, como feito por Bolsonaro.

Em vídeo divulgado em agosto o filho nº 2 de Jair Bolsonaro disse o motivo de não assinar a CPI.

– Eu não tenho rabo preso com ninguém, não devo favor a ninguém. Uma CPI toca fogo no país, ninguém sabe como termina. Não precisamos de uma guerra institucional no país agora. Vai ser uma pancadaria, um quebra pau – disse.

– A quem interessa uma instabilidade política nesse momento? – questionou.

Em seu video, Flávio disse, ainda, que há “muitas cosias importantes para resolver no país” e que, nesse momento, “opta pela prudência e pela estabilidade política”.

– Em todos os anos de República nunca teve um ministro do Supremo destituído. Tem muitas coisas importantes para resolver no país. Por que insistir nesse assunto? O fato de eu ser filho do presidente influencia, tem consequências. Tem que ser algo absurdo, fora da curva. Mas não é o caso. Nesse momento eu opto pela prudência, pela estabilidade política, para que o governo possa trabalhar. É por isso que eu não assinei – completou.

Petição pela cassação de Flávio

Em junho, uma petição pública com mais de 160 mil assinaturas pediu que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) seja afastado e tenha o mandato cassado A determinação, sem efeito legal porém, sinaliza para o nível de desgaste do político identificado com as milícias armadas que agem no Estado do Rio de Janeiro.

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