Deslizamento de barreira atinge casas e deixa mortos no Recife

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Publicado terça-feira, 24 de dezembro de 2019 as 09:04, por: CdB

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o deslizamento aconteceu às 2h55 desta terça-feira e atingiu duas casas, causando a morte de três adultos, uma criança e um bebê.

Por Redação, com Sputnik e ABr – de Brasília

Pelo menos cinco pessoas morreram em um deslizamento de barreira no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. Outras três pessoas ficaram feridas e duas estão desaparecidas.

Cinco pessoas morreram em um deslizamento de barreira no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife
Cinco pessoas morreram em um deslizamento de barreira no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o deslizamento aconteceu às 2h55 desta terça-feira e atingiu duas casas, causando a morte de três adultos, uma criança e um bebê. Os bombeiros ainda buscam duas mulheres desaparecidas.

– Quando eu cheguei, a casa estava destruída, entrei em desespero. Começamos a cavar e tirar os destroços de cima – afirmou Marco Antônio, vizinho das vítimas que ajudou no resgate, conforme o portal G1.

No momento do acidente, seis viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, incluindo viaturas de busca e salvamento, busca com cachorros, resgate e comando operacional, além das equipes da Defesa Civil do Recife.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não se sabe o que teria causado o deslizamento, já que naquele momento não chovia. Entretanto, os moradores locais afirmaram que um cano da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) estourou no local e o vazamento teria iniciado às 2h.

– Pode ter havido o rompimento. O abastecimento da região realmente aconteceu na quinta-feira, mas o rompimento não foi causado pelo rodízio. Estava sendo abastecido no momento do desastre – declarou o gerente da região leste da Compensa, Aprígio Cunha.

Por sua vez, o gerente da companhia afirmou que não há registros de vazamento nos sistemas da Compensa na área do deslizamento.

– Não temos nenhum registro de vazamento nessa área. A tubulação está numa profundidade que não dá para detectar se teve ou não vazamento (…) – afirmou.

O estado de saúde das três pessoas feridas no deslocamento ainda não foi divulgado.

Barragem em Minas transborda

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou ter realizado na quinta-feira uma vistoria na Barragem do Josino, em Congonhas (MG), para verificar a situação da estrutura após um transbordamento de rejeitos de mineração. Os técnicos enviados constataram que não há anomalias.

O transbordamento ocorreu por volta das 16 h do último dia 20 após uma forte tempestade. Em cerca de 1h30, choveu aproximadamente 97 milímetros, o que fez com que os rejeitos vazassem para fora da barragem. No domingo, a ANM havia assegurado que não houve rompimento.

A estrutura pertence à Ferro+ Mineração. De acordo com a ANM, foram feitas notificações e exigências à empresa. A agência também informou que a mineradora está em dia com a Declaração de Condição de Estabilidade, que foi entregue pela última vez em 30 de setembro.

A barragem é considerada de pequeno porte. Sua capacidade é de 16,6 mil metros cúbicos. Para comparação, a estrutura que se rompeu em Mariana (MG) em 2015 liberou 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos no ambiente. Na ruptura ocorrida em Brumadinho (MG), em janeiro deste ano, vazaram 12,7 milhões de metros cúbicos.

Conforme a Política Nacional de Segurança de Barragens, a Barragem do Josino possui risco baixo e dano potencial associado médio. Isso significa que a probabilidade de uma ruptura é pequena e que os danos serão de intensidade média caso ela ocorra. A estrutura foi construída pelo método a jusante, considerado mais seguro do que o método a montante, associados às tragédias de Mariana e de Brumadinho.

Em nota, a Ferro+ Mineração disse que a estrutura é um dique de contenção de sedimentos, de baixo risco, que continua operante e intacto. A empresa afirma que está colaborando com o poder público e garante que não havia rejeitos de mineração na estrutura. Ela diz que trabalha 100% com empilhamento do rejeito a seco.

“O volume de água excedente passou pelo vertedouro e foi direcionado para a galeria da BR-040, que não conseguiu dar a devida vazão, alagando momentaneamente a entrada da empresa e a própria rodovia. A empresa ressalta que o alagamento foi por um curto período de tempo e não afetou a captação da água que abastece o bairro do Pires, na cidade de Congonhas”, registra o comunicado.

A prefeitura de Congonhas divulgou um texto nas redes sociais afirmando monitorar a situação. “Alguns vídeos e boatos que têm circulado pela internet de um possível rompimento de barragem de rejeitos na Mina da Ferro + Mineração não retratam a verdade”, informou.

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