Dificuldades se multiplicam e varejo passa a vender menos

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Publicado quinta-feira, 3 de maio de 2018 as 15:46, por: CdB

De acordo com o CDL, o resultado de março repete os fracos resultados do varejo, nos dois primeiros meses do ano. Estes foram de quedas de 3,7% em janeiro e de 4,4% em fevereiro. Sempre tendo como base de comparação igual mês do ano passado.

 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

 

As vendas do comércio varejista do Rio de Janeiro caíram 3,8% em março comparado a março do ano passado, fechando o trimestre com retração acumulada de 3,6% frente a igual período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio).

varejo
O varejo experimenta os piores anos nas vendas, em décadas

De acordo com o CDL, o resultado de março repete os fracos resultados dos dois primeiros meses do ano; que foram de quedas de 3,7% em janeiro e de 4,4% em fevereiro. Sempre tendo como base de comparação igual mês do ano passado.

Para o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, a “crise financeira” por que passa o Estado é a principal causa da retração no comércio varejista.

— Para aumentar ainda o quadro de dificuldades enfrentadas pelo comércio, especialmente o carioca, a crise financeira do estado, a maior da sua história, continua refletindo nas vendas, o que tem colaborado para afastar os consumidores das compras — disse.

Bens

A pesquisa constatou que, em março; todos os segmentos de bens não duráveis (o chamado Ramo Mole do comércio) e de bens duráveis (Ramo Duro) apresentaram resultados negativos. As retrações em março variaram dos 19,9% do setor de tecidos; passando pelos -15,4% de calçados, até os -0,7% do setor de móveis; o de menor queda.

O setor de confecções fechou em queda de 8%, óticas, menos 6,6%); joias menos 11,5% e eletrodomésticos, menos 2,2%.

Em sua maioria, o consumidor optou pelas vendas a prazo; que fecharam positivo em 0,2% em março frente a março do ano passado. Em contrapartida, contudo, as vendas à vista caíram 7,6%.

Zona Sul

Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais; a pesquisa indica que no segmento de bens não duráveis caíram mais no Centro da cidade. Por lá, as lojas venderam -15,7%; enquanto a queda na Zona Sul ficou em -8,3%%. As da Zona Norte sofreram redução de 6,9%.

Já no segmento de bens duráveis; os números divulgados pelo Clube dos Diretores Lojistas indicam que a queda maior continuou ocorrendo nos estabelecimentos comerciais do Centro da cidade. No bairro, a queda chegou a 7,6%; seguido da Zona Sul com -2,3% e da Zona Norte -1,6%.

A pesquisa Termômetro de Vendas ouviu 750 estabelecimentos comerciais.

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